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Polícia abre inquérito para investigar ameaças a revendedor de GLP‏

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A Delegacia de Vigilância Geral da Polícia Civil abriu inquérito para apurar as ameaças de mortes feitas ao revendedor de GLP José Gomes da Silva, conhecido como Zé do Gás. A abertura atende requisição do promotor de Justiça de Defesa dos Direitos do Consumidor, Glauberto Bezerra, que também solicitou segurança para o revendedor. O delegado Luis Carlos Monteiro foi designado pelo gerente executivo da Polícia Civil, Getúlio Machado, para investigar o caso.

O revendedor José Gomes, que é associado ao Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Paraíba (Sinregas), denunciou que, na semana passada, recebeu ameaças de morte por telefone e foi perseguido por uma moto. Na noite de ontem (20), sua residência no Jardim Veneza foi alvejada com doze tiros, mas ninguém ficou ferido.

De acordo com o delegado Luis Carlos Monteiro, já foi solicitada a perícia do local por parte do Instituto de Polícia Científica (IPC) e a investigação será processada até encontrar o responsável. Quanto ao pedido de segurança para José Gomes, o delegado informou que será decidido, juntamente com o gerente Getúlio Machado, a medida a ser tomada.

Para o promotor Glauberto, a ação criminosa é uma resposta às forças-tarefas de combate à venda clandestina de GLP (gás liquefeito de petróleo ou gás de cozinha) realizadas pela Promotoria do Consumidor, em parceria com o Sinregás e vários órgãos da Secretaria de Segurança e Defesa Social da Paraíba (Seds) em bairros dos municípios de João Pessoa, Bayeux, Cabedelo e Santa Rita. Durante as operações realizadas entre julho e agosto, 60 pontos clandestinos foram fiscalizados, 28 pessoas foram presas em flagrante e mais de 2,5 mil botijões de GLP foram apreendidos.

De acordo com o vice-presidente do Sinregas, Marcos Antônio Bezerra, há dois meses (período que coincide com as operações de combate à venda clandestina de GLP na Grande João Pessoa), o tesoureiro do sindicato, Luciano Pecorelli, também sofreu ameaças de morte por telefone. “Isso, possivelmente, só pode ter partido de pessoas que estão descontentes com o nosso trabalho, que tem como o objetivo a legalização da venda de gás de cozinha”, avaliou.

“O Ministério Público vai intensificar a fiscalização dos clandestinos. Este ano já ocorreram duas mortes devido ao gás vendido clandestinamente. Nós não vamos permitir que isso continue acontecendo. Os donos destes postos não se preocupam com a vida dos empregados, da família e dos vizinhos, só querem lucrar. Nenhum dos órgãos envolvidos na fiscalização vai recuar”, enfatizou Glauberto Bezerra.

Da Redação

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