A ação resultante na prisão dos bandidos que mantiveram seis mulheres reféns num apartamento no bairro Cabo Branco, na última terça-feira, dia 30, poderia ter acabado bem antes das sete horas que durou e sem o saldo de um policial ferido. Isso se a arma utilizada por um dos PMs não tivesse falhado.
"No momento que um dos colegas tentou disparar, a arma falhou. Foram feitas várias manobras para a arma voltar a funcionar, mas não teve jeito", desabafou o soldado Francisco Fagner Gomes de Mesquita, 27.
Essa foi a constatação dos dois policiais que foram os primeiros a enfrentar de frente os bandidos durante a conversa com os colegas, na primeira noite de trabalho depois do fato. A sensação de alívio por terem sobrevivido se misturava ao desânimo por saber que um dos companheiros ficou paraplégico e não está lá, como de costume, ao lado deles.
O soldado Fagner comandava a primeira viatura que chegou ao prédio, onde a família foi feita refém por sete horas. Os PMs concederam uma entrevista exclusiva a reportagem da TV Clube e relataram o passo a passo da ação. Junto com outros três colegas, o soldado Fagner subiu até o quarto andar, onde deram de cara com os sequestradores. "Nós tomamos todas as precauções, subimos devagar, e deixamos um dos policiais no elevador, para dar apoio. Mas o sensor que acendia a luz do andar foi acionado e os assaltantes perceberam nossa presença", relata.
De acordo com os policiais, foi nesse momento que começou o tiroteio. "A toda hora, eles utilizaram uma vítima como escudo, eram espertos e preparados para enfrentar a polícia", lembra Fagner. Apesar da ação rápida, o soldado Joelton Ribeiro Carneiro, 23, foi baleado. Mesmo com o colega ferido, os outros PM’s continuaram trocando tiros com os criminosos. "Eu peguei a arma do soldado Carneiro e fiquei atirando com as duas armas. Foi aí que os bandidos recuaram e eu consegui puxar o companheiro até o elevador", lembra.
O policial Marciel Giovani, 20, ficou na retaguarda. Ele viu toda a troca de tiros e contou emocionado o que, para ele, foi o pior momento de toda a ação: "O pior foi ver meu colega de trabalho vomitando sangue e todo ferido. Agora saber que ele está paraplégico, é muito difícil."
Os quatro policiais estão há três meses na corporação. Mesmo principiantes, já viveram outros momentos de tensão. O soldado Fagner conta que ese ano já passou por oito situações em que precisou trocar tiros de frente com bandidos. Uma das mais exitosas foi a apreensão de um adolescente no Bairro São José, que teve participação no sequestro da escrivã da Polícia Federal, Mércia Dantas da Silva, em fevereiro, em Tambaú. "Apesar das outras ações, esse enfrentamento dos dois sequestradores na última segunda-feira foi o fato mais forte e mais difícil da minha vida como policial. Vou levar essa experiência para o resto da vida e continuar com minha missão de proteger a sociedade", finaliza o soldado Giovani.
O soldado Joelton Carneiro continua internado no Hospital de Emergência e Trauma. O estado de saúde é estável,mas o PM ficou paraplégico. A bala atingiu a medula óssea, ocasionando a perda dos movimentos da perna. A mãe do soldado, Vilma Lúcia, preferiu não comentar sobre o caso. "No momento, só queremos saber da recuperação do meu filho".
A família do empresário, Hebert Maia, foi feita refém depois que a esposa foi abordada de carro em Manaíra por Leandro Carvalho e Francis Prado, que invadiram a residência da vítima, onde estavam suas duas filhas, a nora e duas empregadas domésticas. O porteiro do prédio percebeu a movimentação estranha e chamou a polícia.
O Norte
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