Foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (26), pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF), a terceira fase da Operação Famintos, que investiga fraudes em licitações e desvios na merenda escolar de Campina Grande. Da mesma forma como nas duas outras fases, o objetivo é cumprir mandados judiciais e coletar provas que possam identificar a utilização de empresas de fachada no ‘esquema’.

Até agora não há informações sobre quem seriam os alvos da 3ª fase, mas uma entrevista coletiva deverá ser realizada no decorrer da manhã, para detalhar o cumprimento dos mandados. A última etapa (2ª fase) havia sido realizada no dia 22 de agosto, resultando na prisão de empresários e do vereador mais votado de Campina Grande nas eleições de 2016, Renan Maracajá (PSDC).  A primeira etapa aconteceu no dia 24 de julho.

Segundo informações da PF os alvos da operação são dois empresários e um servidor da Secretária Municipal de Educação da cidade.

Em instantes mais informações.

Entenda o caso:

Famintos 1

As investigações foram iniciadas a partir de representação junto ao MPF, relatando a ocorrência de irregularidades em licitações na Prefeitura de Campina Grande (PB) mediante a contratação de empresas “de fachada”. Com o aprofundamento dos trabalhos pelos órgãos, constatou-se que desde 2013 ocorreram contratos sucessivos, que atingiram um montante pago de R$ 25 milhões. Dois secretários municipais (Administração e Educação) foram afastados pela Justiça. Dois secretários municipais de Campina Grande foram afastados dos cargos.

A CGU, durante auditoria realizada para avaliar a execução do PNAE no município, detectou um prejuízo de cerca de R$ 2,3 milhões, decorrentes de pagamentos por serviços não prestados ou aquisições de gêneros alimentícios em duplicidade no período de janeiro de 2018 a março de 2019.

Famintos 2

A Segunda fase da Operação Famintos teve como foco contratos firmados diretamente entre empresas – que seriam de fachada – e as escolas municipais. São investigados crimes como fraude em licitações, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e de corrupção na aquisição de gêneros alimentícios e merenda escolar. Oito pessoas foram presas. Até agora 16 pessoas já foram denunciadas pelo MPF à Justiça, por envolvimento no suposto ‘esquema’.

Redação

 

 

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