Após dois anos de apuração, a Delegacia de Defraudações e Falsificações da Polícia Civil da Paraíba, em João Pessoa, concluiu o inquérito aberto para investigar uma quadrilha de atuação internacional suspeita de desviar mais de R$ 1 milhão com clonagem de cartões de créditos. As ações foram provadas após a prisão de 18 pessoas e apreensões de materiais na Operação Firewall, que foi deflagrada em maio de 2013, em três cidades da Paraíba.
De acordo com a Polícia Civil, além dos 18 presos na operação, outras três pessoas foram identificadas como integrantes da quadrilha ao longo da investigação.
O inquérito que soma dez volumes de provas foi encaminhado para o Ministério Público da Paraíba nesta terça-feira (28) e vai servir como base para a acusação durante a tramitação do processo na Justiça.
Segundo o delegado da Polícia Civil, Lucas Sá, a quadrilha é suspeita de clonar cartões de créditos nos estados brasileiros da Paraíba, São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará e também nos Estados Unidos. Conforme a investigação, a maior parte dos cartões eram clonados de clientes em postos de combustíveis, supermercados e por meio da internet.
“O grupo contava com o apoio de alguns funcionários de empresas onde os golpes eram aplicados. Depois de um tempo, eles se aperfeiçoaram tanto no processo de clonagem que passaram a fraudar pela internet”, disse o delegado.
A Polícia Civil não sabe o total de vítimas que forma afetadas, mas com apenas um dos suspeitos foram apreendidos cerca de 400 cartões de crédito clonados. Com a fraude, a quadrilha usavas os cartões para realizar compras de celulares, notebooks, tabletes, equipamentos e até carros. “Depois das compras, o grupo revendia os produtos com preços bem abaixo do valor de mercado”, explicou o delegado.
A operação Firewall foi deflagrada na manhã do dia 23 de maio de 2013 e cumpriu 18 mandados de prisão nas cidades de João Pessoa, Belém e Patos, na Paraíba. “Na época, eles passaram cinco dias pesos e depois foram libertados. Nossa esperança é que com a conclusão do inquérito, as provas sejam revertidas com a prisão desse grupo, pois eles continuam agindo. Alguns dos investigados já foram presos outros seis vezes depois da operação por este mesmo crime, mas logo voltam as ruas”, frisou o delegado Lucas Sá.
G1
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