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PB: Mais de 541 mil crianças e adolescentes sobrevivem com ½ salário mínimo

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 Mais de 541 mil crianças e adolescentes encontram-se em situação de pobreza na Paraíba, vivendo com renda familiar de até ½ salário mínimo. O número, que representa quase 60% da população pesquisada, revela uma realidade nada conveniente: o Estado ainda está aquém dos investimentos necessários para o desenvolvimento dos mais jovens.

A pesquisa “A Criança e o Ainda de acordo com a pesquisa Marco Zero, 7,1% das crianças paraibanas analisadas nasceram com menos de 2.5 kg. Quanto menor o peso ao nascer, maior a probabilidade de morte precoce, alerta o estudo. Os dados mostram também que 3.402 crianças menores de 5 anos estavam abaixo do peso (magreza acentuada) em 2016, cerca de 3% da população pesquisada.

No Brasil são quase 110 mil (3,1%) crianças desnutridas. A taxa de desnutrição, apesar de perto da média nacional, é uma das menores do Nordeste. Governo e Prefeitura. A secretária de Estado de Desenvolvimento Humano, Cida Ramos, informou que a Paraíba possui 504 mil famílias beneficiadas pelo Bolsa Família e explicou as ações realizadas. “O Governo do Estado tem feito um esforço enorme para implantar políticas públicas para crianças e adolescentes. Temos o Cartão Alimentação, que complementa renda. Somos o único Estado a pagar o abono natalino aos beneficiados do Bolsa Família, além dos Restaurantes Universitários e do cofinanciamento na Proteção Básica e Especial, direcionadas às crianças e adolescentes”, disse.

De acordo com a direção do Distrito Sanitário IV, Da Secretaria Municipal de Saúde, todas as três unidades do Roger estão abastecidas com medicamentos e insumos. O que pode ter ocorrido é que esses usuários sejam da USF Roger III, a qual os medicamentos são repassados para o usuário na farmácia da USF Integrada Roger I e II, que já está dentro do sistema de polarização das farmácias da Atenção Básica da Rede Municipal de Saúde.

A pesquisa Marco Zero aponta 107 indicadores sociais da infância e adolescência revelando, principalmente, quais são os territórios brasileiros e populações que apresentam maior debilidade em relação ao restante do país. A pesquisa utiliza em seu referencial dados de diversos órgãos, como IBGE e Ministério do Desenvolvimento Social.

Os dados de pobreza e extrema pobreza levam em consideração a renda domiciliar per capita, definida pela soma de todos os rendimentos dos residentes em uma unidade domiciliar Adolescente nos ODS – Marco Zero dos principais indicadores brasileiros – ODS 1, 2, 3 e 5”, divulgada hoje pela Fundação Abrinq, destaca também que mais de 217 mil paraibanos entre 0 e 14 anos (23,9% da população analisada) encontram-se em situação domiciliar de extrema pobreza, vivendo com até ¼ de salário mínimo por mês. Neste quesito a Paraíba ocupa a 5ª pior taxa do país, destaca o estudo que usa dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/2015).

Os números do Estado são piores que a média brasileira, que apresentou 40,2% desta parcela da população de 0 a 14 anos em situação de pobreza, e 13,5% em situação de extrema pobreza. O Nordeste é a região com as taxas mais alarmantes: 60,6% (8,4 milhões) destes jovens estão em situação de pobreza e 26,3% (3,4 milhões) em extrema pobreza.

Na avaliação da administradora executiva da Fundação Abrinq, Heloisa Oliveira, os dados revelam a carência em ações efetivas para a juventude. “Os indicadores de vulnerabilidade social são consequências da qualidade de vida da população. Os Estados do Nordeste têm maior concentração de pobreza, resultado falta de investimentos em políticas como habitação, saúde e educação”, disse.

A especialista conclui que, sem os investimentos adequados, diversas crianças e adolescentes têm o pleno desenvolvimento interrompido. “Se o país não investir de forma prioritária na promoção dos direitos das crianças e dos adolescentes, nenhum desenvolvimento econômico terá sustentabilidade. As crianças de hoje serão os adultos de 2030”, disse Heloísa Oliveira.

Redação

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