RETALIAÇÃO: após um mês do estupro coletivo de cinco mulheres, parentes e vítimas da ‘barbárie de Queimadas’ se queixam de ameaças
Hoje completa um mês da ‘barbárie de Queimadas’, como ficou conhecido o estupro coletivo de cinco mulheres, seguido de duplo assassinato, no dia 12 de fevereiro, que chocou a população e ganhou repercussão nacional. Para que o caso não caia no esquecimento, familiares e amigos das vítimas – mesmo sob ameaças – realizarão um protesto na cidade. A mobilização começará às 16h, no Pátio do Povo, e contará com uma manifestação para homenagear as vítimas e cobrar justiça, seguida de caminhada até a igreja central. As famílias das vítimas cobrarão proteção das autoridades.
Os familiares disseram que procuraram a justiça e a polícia para garantirem a segurança do movimento, porque gente ligada aos acusados estavam ameaçando a realização do evento e prometendo um ataque aos participantes. A caminhada está sendo organizada pela família da professora Isabela Pajussara, que foi violentada por vários homens antes de ser assassinada a tiros. Familiares e amigos da recepcionista Michele Domingos, que foi morta a poucos metros da igreja, além de amigos e familiares das outras mulheres violentadas estarão no ato público.
Vítima revela terror e ameaças
Nos autos do processo consta que uma das vítimas que conseguiu escapar do grupo foi a peça-chave para desvendar o crime. Ela participou da festa, mas conseguiu se desamarrar e fugir, quando os irmãos Luciano e Eduardo saíram da festa por alguns minutos. Ao sair da casa onde acontecia o crime, a jovem conseguiu fugir para sua residência e contou à mãe o que tinha acontecido. A peça principal do caso está fora da cidade, porque recebeu ameaças de pessoas ligadas aos acusados e a família dela teme pela sua vida.
A reportagem procurou a família da jovem que evitou falar sobre o assunto, mas confirmou que sofre ameaças através de recados de populares, já que há a intenção de algumas pessoas de abafarem o caso. “O nosso sofrimento é ainda maior, diante do tempo, que vai passando. A dor só aumenta. Ainda por cima quando fazemos qualquer movimento para cobrar justiça nossas famílias sofrem ameaças”, desabafou a mãe de uma das vitimas.
O caso
As cinco mulheres que foram estupradas e duas delas assassinadas, participavam de uma festa de aniversário na casa de um dos acusados, quando o local foi invadido por homens encapuzados, que amarraram as mulheres da casa e estupraram as cinco jovens. Isabela e Michelle foram assassinadas porque teriam reconhecido os estupradores. Cinco homens estão presos e três adolescentes apreendidos, acusados de forjar a invasão e praticar o crime. Eles foram denunciados por estupro, formação de quadrilha, lesão corporal e cárcere privado. O proprietário da casa, Eduardo Pereira dos Santos, foi indiciado ainda por homicídio e por ser o mentor da ação criminosa.
Jornal Correio
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