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Paraibanos investigados pelos atos de 8 de janeiro rompem tornozeleira, fogem para a Argentina e pedem asilo político

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Dois paraibanos denunciados por envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, romperam as tornozeleiras eletrônicas, fugiram do Brasil e estão, atualmente, na Argentina, onde solicitaram asilo político.

Trata-se da advogada Edith Christina Medeiros Freire, de 57 anos, e de Luciano Melo de Sousa, de 35, ambos com mandados de prisão preventiva expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Eles são réus por tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito — crimes que podem levar a penas de até 17 anos de prisão.

De acordo com o advogado de defesa, Robério Capistrano, os dois decidiram sair do país porque se consideram inocentes e acreditam que estão sendo injustamente acusados.

“Foram denunciados, inicialmente, por dois artigos. Cumpriram tudo o que a Justiça pediu, mas depois foram denunciados por mais artigos, com penas que ultrapassam 17 anos. Acredito na inocência dos meus clientes”, afirmou o advogado ao Jornal da Paraíba.

Edith e Luciano deixaram de comparecer à Justiça em junho e julho de 2023, respectivamente. Desde então, eram considerados foragidos. Eles viajaram clandestinamente para a Argentina, onde aguardam uma resposta do pedido de asilo político — ainda não atendido oficialmente pelas autoridades argentinas. A dupla afirma que só retornará ao Brasil se houver a aprovação de uma possível anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

Além de Edith e Luciano, outros três paraibanos também são alvos de mandados de prisão por descumprirem medidas cautelares impostas pelo STF. São eles:

  • Marinaldo Adriano de Lima, que afirma não ter condições financeiras de cumprir as obrigações impostas, como comparecimento semanal à Justiça. Ele também alegou ter sido intimidado por uma facção criminosa, motivo pelo qual rompeu a tornozeleira.
  • Giuseppe Albuquerque dos Santos, cuja defesa não foi localizada.
  • James Miranda Lemos, apontado como foragido pelo STF, mas que, segundo sua defesa, está cumprindo regularmente as medidas judiciais, com comparecimento semanal.

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