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Número de armas apreendidas pela polícia paraibana cresce 70%

Nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, 254 armas de fogo foram
apreendidas na Paraíba, pelas polícias Civil e Militar. O número
registrado pela Assessoria de Ações Estratégicas (AAE) da Secretaria
de Estado da Segurança e da Defesa Social (Seds), com base em
levantamento do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC),
representa um aumento de aproximadamente 70% em relação ao mesmo
período de 2011, quando foram retiradas de circulação 150 armas.

 

Graças a um trabalho ostensivo e operações direcionadas, no ano
passado foram apreendidas 2.179 armas de fogo no Estado. Para o
tenente-coronel Júlio César, assessor da AAE, a quantidade de armas
apreendidas tem influência direta sobre a incidência de Crimes
Violentos Letais Intencionais (CVLI), como homicídios, e também crimes
contra o patrimônio. "Graças a ações de sucesso, diminuímos a
aceleração de crescimento dos homicídios, que passou de 25%, em 2010,
para 7%, em 2011”, disse.

 

Segundo o coronel, colaboram com esse decréscimo o planejamento de
resultados desenvolvido pela Seds e o trabalho específico exercido
pelas instituições ligadas à segurança pública, como a operação
"Autoria CVLI”, que tem o objetivo de elucidar casos de homicídios na
Grande João Pessoa, com o indiciamento de autores desse tipo de crime.
"Outra ação de destaque é a operação ‘Repressão ao Crack’, cuja
missão é prender traficantes e apreender o entorpecente no Estado. Em
2011, por exemplo, quase 173 quilos de crack foram apreendidos na
Paraíba”, salientou o delegado Isaías Gualberto, também assessor
estratégico da Seds.

 

Mais ações específicas desenvolvidas pelas polícias são a
operação "Malhas da Lei”, que age em cumprimento a mandados de
prisão e apreensão expedidos pela Justiça; a "Sossego”, na qual
policiais, em conjunto com o Departamento de Trânsito (Detran) e a
Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), realizam
abordagens, fiscalização de trânsito, alcoolemia e poluição sonora;
e a "Risco Zero”, com atuação em casas noturnas e estabelecimentos
cujos horários de funcionamento se estendem até a madrugada.

 

De acordo com o titular da Seds, Cláudio Lima, os procedimentos fazem
parte do planejamento operacional e do plano de ação da pasta para
atingir metas de redução da criminalidade, especificamente homicídios
e crimes contra o patrimônio.

 

Todas as armas apreendidas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil
são encaminhadas para o Instituto de Polícia Científica (IPC), a fim
de passar por exame de balística. "Esse é o procedimento correto e
exigido pelo Estatuto do Desarmamento”, explicou o diretor do
Instituto, Humberto Jorge de Araújo Pontes.

 

Depois de passar por exame, as armas são enviadas de volta às
delegacias e encaminhadas para a Justiça, onde são armazenadas até
que sejam remetidas às Forças Armadas para posterior destruição.

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