Uma mulher foi mantida em cárcere privado por quase dois meses em João Pessoa. O acusado de praticar o crime é um homem que se apresentava como pastor evangélico. Ele foi detido, na tarde desta quinta-feira (06). Além do cárcere, a vítima também informou que era vítima de agressões físicas.
A polícia só teve conhecimento do caso após denúncia de vizinhos. Uma equipe foi até o local e comprovou o fato.
A delegada Cláudia Germana Santos, responsável pelo caso, relatou que a mulher havia conhecido o acusado há cerca de quatro meses pela internet e, há aproximadamente dois meses passou a residir na mesma casa do pastor, com a promessa de casamento, mas a partir daí o martírio teria sido iniciado. “Ele a espancava muito, cuspia sobre ela, impedia que ela saísse de casa sozinha e ainda reteve o celular dela “, contou a delegada.
Tudo teria começado por conta da venda de um veículo. O suposto pastor teria tentado obrigar a vítima a vender o carro que tinha com a justificativa de que seria para fundar uma igreja, mas como a mulher se negou, as agressões se acentuaram.
O homem foi preso no apartamento da vítima e não reagiu à prisão. Ele foi autuado por prática de crimes de cárcere privado, lesão corporal, injúria, previstos no Código Penal Brasileiro e Lei Maria da Penha.
A audiência de custódia do acusado deve acontecer nesta sexta-feira (06).
PB Agora
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