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Mãe de bebê morta na Paraíba sob suspeita de violência sexual é presa

 A mãe do bebê de oito meses que morreu com suspeita de ter sido vítima de violência sexual foi presa na quinta-feira (30). A jovem de 22 anos está sendo acusada pela Justiça de omissão ou participação nas lesões corporais contra a filha. O bebê morreu na noite de sábado (25) no Hospital Infantil Noaldo Leite, em Patos, onde foram observados sinais de maus tratos e suspeita de violência sexual.

Depois da prisão da mãe, a polícia investiga a responsabilidade dela no caso: se agiu por omissão não dando os cuidados necessários à filha ou permitiu a violência sendo conivente ou se teria participado do crime de maus tratos contra a menina. A jovem foi encaminhada pelo delegado James Cilkero, responsável pelo caso, para o Presidio Feminino de Cajazeiras.
Segundo a polícia levantou durante a investigação, o bebê foi levado pela primeira vez ao hospital de Catolé do Rocha na sexta feira (24), foi medicada e liberada, mas voltou no sábado com um quadro grave de anemia. Diante da gravidade do caso, a criança foi encaminhada para o hospital de Patos, onde acabou morrendo. O laudo do Instituto Médico Legal de Patos (IML) mostrou que ela tinha sofrido violências físicas, o que teriam provocado a morte da menina.

A polícia chegou à mãe depois que identificou que ela tinha omitido informações em seu primeiro depoimento, no dia da morte, quando ela disse que não sabia como e quando as lesões foram provocadas na filha.

“O que tornou o comportamento da mãe duvidoso, além da frieza da morte da própria filha, foi a afirmação insistente dela de que jamais tinha deixado a menina sozinha e que era a única que cuidava dela. Isto chamou a nossa atenção, principalmente porque a mãe tem por obrigação de saber o que se passa com uma criança de 8 meses”, disse a delegada seccional de Catolé do Rocha, Patrícia Fernandes Forny.
O mandado cumprido contra a mãe na quinta-feira é de prisão temporária, que tem o prazo de 30 dias e pode ser prorrogada por mais 30 ou ser transformada em prisão preventiva. O prazo de 30 dias da prisão temporária é referente a crime hediondo.

Redação com G1

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