O empresário Guilherme Ricardo Fuhr, preso em João Pessoa durante a Operação Narco Fluxo, permanecerá detido após decisão judicial nessa quinta-feira (23). A ação da Polícia Federal ganhou repercussão nacional por envolver nomes como os funkeiros MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e o influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei.
Pela manhã, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia concedido habeas corpus aos investigados, considerando ilegal a prisão temporária de 30 dias. O ministro Messod Azulay Neto, relator do caso, destacou que a própria Polícia Federal havia solicitado prazo de apenas cinco dias, já expirado. No entanto, ainda no mesmo dia, a Justiça Federal em São Paulo acatou pedido da PF e converteu as prisões em preventivas.
Segundo as investigações, o grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão em um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo apostas ilegais, criptomoedas e outras atividades ilícitas. Fuhr teria papel central no chamado “núcleo financeiro-empresarial”, responsável por viabilizar a circulação e ocultação dos recursos ilícitos.
A Polícia Federal aponta que o empresário também financiava despesas pessoais de Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP, considerado o principal beneficiário econômico da organização criminosa.
Ao todo, 36 pessoas tiveram as prisões convertidas em preventivas. A PF justificou a medida pela gravidade do caso, pelo volume de recursos movimentados e pelo risco de continuidade das práticas criminosas, além da possibilidade de interferência nas investigações.
PB Agora
