Justiça encerra inquérito policial contra homem acusado de furtar 4kg de alimentos na Paraíba

PUBLICIDADE

O Tribunal de Justiça da Paraíba determinou o trancamento do inquérito policial e de eventual ação penal contra um assistido da Defensoria Pública da Paraíba, indiciado por suposta prática de furto de alimentos. O acusado havia subtraído 2 kg de feijão e 2 kg de açúcar do estabelecimento em que trabalhava, itens que foram prontamente devolvidos após a prisão em flagrante. A decisão reconheceu a atipicidade material da conduta, aplicando o princípio da insignificância, uma vez que o valor dos itens furtados é irrisório e a ação não apresentou periculosidade social.

A Defensoria Pública do Estado da Paraíba argumentou que o assistido não possui antecedentes criminais e que a conduta se enquadra no furto famélico, tendo em vista a natureza e o valor dos bens subtraídos. A decisão do TJPB segue a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que aplicam o princípio da insignificância em casos onde há mínima ofensividade ao bem jurídico, baixo grau de reprovabilidade da conduta e inexpressiva lesão ao patrimônio.

“Este é um exemplo claro de como o sistema de justiça deve se posicionar em situações onde a ação, ainda que tipificada como crime, não causa dano real ou perigo à sociedade. A justiça penal não pode ser acionada para punir condutas que não apresentem relevância jurídica significativa”, destacou o defensor público Marcel Joffily, autor do habeas corpus.

O princípio da insignificância é utilizado para afastar a tipicidade de atos cuja ofensividade ao bem jurídico tutelado seja mínima, sem periculosidade social e com reduzido grau de reprovabilidade. Na decisão, o desembargador relator, Ricardo Vital de Almeida, enfatizou que a medida de trancamento do inquérito por meio de habeas corpus é excepcional, mas adequada quando fica clara a ausência de lesão relevante ao bem jurídico.

“A atuação da Defensoria Pública nesse caso demonstra o compromisso em garantir que a justiça seja exercida de forma justa e proporcional, resguardando os direitos dos cidadãos que se encontram em situação de vulnerabilidade”, completou Joffily.

PLANTÃO – O pedido do habeas corpus aconteceu durante o Plantão Judiciário, que ocorre para assegurar que os cidadãos tenham acesso à justiça em qualquer momento, inclusive fora do horário normal de expediente, durante fins de semana e feriados. Durante o plantão, defensores públicos ficam de prontidão para atender casos urgentes, que não podem esperar, como pedidos de habeas corpus, medidas protetivas, situações de risco à vida ou à integridade física, entre outros casos que demandam intervenção imediata.

 

Assessoria de Imprensa da DPE-PB

Últimas notícias

Deputado Hervázio Bezerra deixa PSB e vai concorrer a reeleição à ALPB pelo MDB

O deputado estadual Hervázio Bezerra oficializou, nesta sexta-feira (03), sua saída do PSB e o…

3 de abril de 2026

Mãe do vereador Kleber Geraldo morre em João Pessoa, aos 79 anos

Faleceu nesta sexta-feira (03), aos 79 anos, Maria dos Prazeres, mãe do vereador de João…

3 de abril de 2026

Nabor renuncia ao cargo neste sábado para disputar o Senado

O prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), renuncia ao cargo neste sábado (04). A solenidade…

3 de abril de 2026

Polícia Civil prende dois homens suspeitos de estupro de vulnerável em Cuitegi

A Polícia Civil da Paraíba cumpriu, nessa sexta-feira (03), dois mandados de prisão preventiva contra…

3 de abril de 2026

Dois homens são mortos e outros dois ficam feridos em ataque a tiros no interior da PB

Um ataque a tiros deixou dois homens mortos e outros dois feridos na madrugada desta…

3 de abril de 2026

Coronel Sérgio Fonseca se filia ao Republicanos e deve disputar vaga de deputado estadual

O coronel Sérgio Fonseca, ex-comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba, oficializou na tarde desta sexta-feira…

3 de abril de 2026