Nesta terça-feira (05), seis policiais militares foram condenados pela tortura seguida de morte do técnico em monitoramento Tiago Moreira Alves, que ocorreu em 2012, em Campina Grande. Eles foram condenados a nove anos e quatro meses de reclusão, outros doze policiais que haviam sido denunciados pelo Ministério Público foram absolvidos. Mesmo após a condenação, os policiais poderão responder o processo em liberdade.
De acordo com a justiça, a esposa da vítima informou que no dia 5 de agosto de 2012, Tiago teve uma crise de abstinência de drogas e acabou invadindo a casa de um policial, que fica a menos de 30 metros da casa onde ela morava com o marido. Lá, ele teria sido espancado até a morte por policiais.
O laudo do Instituto de Polícia Científica (IPC) apontou asfixia por sufocação indireta como causa da morte do técnico em monitoramento. Além da morte por asfixia, o laudo do IPC apontou lesões corporais superficiais que poderiam ser causadas por tortura.
Testemunhas do caso foram ameaçadas e os 18 acusados ficaram detidos na sede do 2º BPM, após pedido do Ministério Público, de acordo com o promotor Sócrates da Costa Agra
O então comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Souza Neto, alegou à época que o policial e a esposa dele tinham sido agredidos por Tiago e chamaram reforço policial para conter o rapaz.
Redação com G1








