Ontem (16), o juiz Bartolomeu Correia Lima, do 1º Tribunal de Júri de Campina Grande, marcou para 2 de outubro às 14 horas, no Fórum Afonso Campos, a audiência de instrução e julgamento dos réus Roberto Vicente Correia do Monte e do policial militar reformado Mário Lúcio de Oliveira, que estão presos preventivamente por envolvimento na morte do radialista Joacir Oliveira Filho, de 34 anos, no dia 30 de maio, em um restaurante, no centro.

Segundo a denúncia do Ministério Público à Justiça, o empresário Roberto Vicente assassinou o radialista Joacir Filho por “motivo torpe, à traição, tornando impossível a defesa da vítima”. No entendimento do MP, o empresário Roberto supôs que Joacir Filho tinha se apropriado do seu relógio, quando na verdade ele havia caído no chão em razão do manuseio indevido do próprio acusado.

No mesmo contexto, Mário Lúcio foi denunciado pelo MP por ter auxiliado Roberto, facilitando sua fuga e ocultando o instrumento do crime (a arma), “no intento de que o autor do crime não fosse alcançado pela autoridade pública e, além disso, deixou de prestar assistência a vítima quando podia faze-lo sem risco pessoal”.

Na audiência de instrução e julgamento, inicialmente serão ouvidas as testemunhas arroladas pelo Ministério Público. Depois, as da defesa e, por fim, o interrogatório dos réus. Posteriormente, a acusação e a defesa apresentam alegações finais. Se o juiz Bartolomeu Correia Lima decidir pela pronúncia do réu, ele admite a acusação feita e encaminha o processo para julgamento pelo Tribunal do Júri. Nesta decisão, o mérito é analisado de forma breve. Além disso, vigora o princípio “in dubio pro societate”, ou seja, em caso de dúvida, a favor da sociedade o magistrado deve levar o processo ao júri popular.

Identificado por câmeras – Roberto Vicente foi identificado, através das câmeras de segurança que flagraram o crime. As imagens mostram que o empresário e o radialista se encontraram no restaurante no centro de Campina Grande. Eles se abraçam e depois começam a beber juntos. Depois, Roberto vai ao banheiro, paga a conta dele e do radialista e, em seguida, volta já atirando com uma pistola. A vítima ainda foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no caminho do hospital.

O empresário foi preso no dia seguinte ao crime. Após a audiência de custódia, seguiu para a Penitenciária do Serrotão. Depois, foi transferido para Presídio Hitler Cantalice, em João Pessoa, onde está recolhido preventivamente. Já Mário Lúcio está preso no xadrez do II Batalhão da Polícia Militar.

 

Redação

 

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