O jovem que foi agredido por um policial militar durante o evento realizado na noite da última sexta-feira (06), no Parque do Povo, em Campina Grande deu a sua versão dos fatos e disse que saiu do local com ferimentos na boca, um dente quebrado e precisou levar oito pontos.
Segundo Johnny, havia uma confusão no espaço e ele tentou se afastar. No entanto, mesmo após o tumulto ter cessado, foi abordado pelo policial.
“Tinha um povo, que eu não sei quem era, que acho que arrumou confusão e afastaram. Eu afastei o máximo que eu pude. Meus amigos ficaram atrás do povo. Só que a confusão já tinha acabado e a polícia veio lá de trás. Ele apontou para mim e falou ‘é você’. Ele já chegou batendo. Não deu tempo de eu fazer nada”, contou.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que o policial se aproxima e desfere socos no rosto do jovem, que cai no chão e é levantado com ajuda de pessoas próximas. Johnny não reagiu às agressões.
Após o episódio, ele foi socorrido por amigas e encaminhado inicialmente aos bombeiros que estavam de prontidão no evento. Em seguida, recebeu atendimento no Hospital Dom Luiz Gonzaga Fernandes.
O jovem afirmou que ainda enfrenta dificuldades por causa das lesões:
“Estou com dificuldades para comer. Tô melhorando, mas um dia atrás não estava nem conseguindo falar”, disse.
A família informou que decidiu processar o policial, que atua no Batalhão de Choque. A defesa da vítima destacou que o vídeo da agressão será o principal elemento do caso e explicou que a situação deve ter repercussão em três esferas: administrativa disciplinar, criminal e cível.
Em nota, a Polícia Militar informou que abriu procedimento para apurar as circunstâncias da ação e que o policial, não identificado, foi afastado enquanto as investigações seguem.
Já a defesa do agente declarou que acompanha o caso, ressaltou que ele tem 11 anos de serviço na corporação e que não há registros de processos ou punições disciplinares, acrescentando que não vai antecipar conclusões até o fim das apurações.
PB Agora
