Categorias: Policial

Jovem comete suicídio em Riachão

 O jovem identificado como Fagner Moraes Cunha, mais conhecido como Galeginho, de 19 anos, que morava na quixaba, próximo a Riachão, foi encontrado morto na noite desta terça-feira, 20 de Agosto. O jovem foi encontrado em seu quarto preso pelo pescoço a um cobertor, usado para cometer o suicídio por enforcamento.

A mãe de Galeguinho foi quem percebeu a tragédia e teria chamado seu esposo para arrombar a porta. “Quando entramos no quarto ele já estava morto.” Contou.

Ainda não se sabe o que motivou o suicídio, mas, a mãe revelou à polícia que o suicida, teria comentado durante o dia que, aconteceria uma coisa ruim; o que leva a polícia a entender que o ato estava premeditado.

Galeguinho foi réu – confesso no crime de homicídio contra José Ramos dos Santos, o Michael Jackson, de 53 anos; assassinado a pedradas e pauladas no final da noite do dia 15 de Abril/2012. O homicídio chocou a cidade e teve o acompanhamento da nossa reportagem .

Naquele ano, o jovem que, já respondia por furtos e roubos, friamente confessou o crime enegou a participação de outros três homens que foram apontados, pelo próprio acusado, como sendo participantes do crime.

Desde então, Galeguinho passou a ser ignorado pelos moradores da Quixaba e da cidade de Riachão. O crime por ele praticado foi imperdoável pela população. “Quando ele chegava em algum lugar, pouco a pouco as pessoas iam saindo. Ninguém queria conversa com ele.” Narrou um conhecido do jovem ao nosso blog. Para esse popular que, preferiu não se identificar, o desprezo das pessoas pode ter sido uma das possíveis motivações para o suicídio.

A Polícia Militar isolou o local e a científica foi acionada para os procedimentos de praxe.

O crime

Josuel Ramos dos Santos, de 53 anos de idade, foi morto a pedradas na noite do Domingo – 15 Abril – na localidade conhecida como Quixaba, em Riachão.

O crime bárbaro chocou toda a população da região. Michel Jackson, como era conhecido a vítima, não tinha antecedentes criminais e, embora não fosse do município, era querido por muitos.

Sempre descontraído e brincalhão com todos, Michael Jacson foi vítima da violência que campeia nos dias atuais. A vítima foi morto impiedosamente. O motivo do crime foi fútil. Pura banalidade.

Prisão de acusados

Após o homicídio, a polícia Militar da 3ª Cia./Araruna, passou a buscar informações com populares que pudessem levar a desvendar o crime. Com informações em mãos se deu início as investigações e quatro pessoas passaram a ser apontadas como sendo autores do bárbaro homicídio. Na manhã da sexta-feira – 20 de Abril – o Capitão PM Silva Ferreira, comandante da 3ª Companhia, comandou as buscas e chegou a três, dos quatros suspeitos.

riachão 005Edvânio Jacinto Cunha, conhecido como Vando, 36 anos de idade; Edivanildo Pompílio da cunha, 30 anos, vulgo Catemba; ambos residentes no Conjunto Ernani Moura e o menor de idade F.M.C., de 17 anos, residente na Quixaba; todos em Riachão, foram levados para a delegacia em Araruna para serem ouvidos pelo delegado de polícia, Dr. Danilo. O quarto suspeito, João Batista da Costa, não foi encontrado pela polícia.

O menor de idade, narrou com precisão o que ocorreu naquela noite; confessou que estava presente na cena do crime e apontou Vando, Catemba e Batista como sendo autores do assassinato.

Enquanto os acusados eram ouvidos pela Polícia Civil, o Capitão PM Silva Ferreira, orientado pelo Dr. Danilo, entrou em contato com o Dr. Ricardo Brito, Juiz de Direito da Comarca de Araruna, que tomando conhecimento do depoimento do menor de idade, envolvido no crime, decretou a preventiva de Vando e do Catemba que foram conduzidos para a cadeia pública de Araruna, onde aguardarão a decisão da Justiça. O menor após ser ouvido, foi liberado.

Vando e Catemba negam a acusação e dizem ser inocentes.

Detalhes crime

Tarde de domingo, 15 de Abril de 2012. Cobria um evento festivo na casa de um pré-candidato a prefeito naquela cidade. Em minha frente um homem de estatura baixa e cor escura, de boné e vestes simples, dançava como quem dança nas nuvens. Descontraia o ambiente e alegrava os que ali estavam. Não sabia o seu nome, mas me divertia com suas palhaçadas. Todos se divertiam.

Não passei muito tempo ali, mas fiquei o suficiente para memorizar o rosto daquele alegre homem que só na segunda-feira (16), descobriria que se tratava de Michael Jackson.

Noite de domingo. Michael Jackson já estava em casa, mas resolveu sair para a Rua. Sua esposa teria lhe pedido para ficar em casa, mas não foi atendida, e sem um beijo de despedida ou um abraço de adeus, Josuel saiu para nunca mais voltar.

Passavam das 20 horas, quando Josuel chegou a um bar onde alguns homens que saiam de uma partida de futebol ingeriam bebida alcoólica. Já apresentando visíveis sinais de embriaguês Michael Jackson pediu a um homem, identificado como Vando, uma dose da bebida. Vando teria lhe dado a bebida, mas teria alertado para que ele deixasse o local, caso contrário seria agredido. A vítima atendeu o alerta, se afastou do homem, mas não deixou o local. Um outro homem que bebia com Vando, identificado pelo menor de idade, como sendo Batista, teria se aproximado da vítima e lhe dado uma ‘rasteira’ que o derrubou. A vítima teria se levantado e tomado o destino de sua casa. Foi nesse momento que Batista teria chamado os outros três envolvidos no crime para seguir, cercar e matar o Michael Jackson. O plano foi colocado em prática.

Cercado pelos criminosos, Michael Jacson não teve como escapar da emboscada. O menor contou que Batista lhe deu um golpe, tipo gravata, no pescoço da vítima e tentou sufoca-lo. A vítima tentava escapar do golpe, tentava pedir socorro. Já quase desmaiado, Michael Jackson foi Jogado ao chão e golpeado por socos e pontapés.

Os gritos de socorro podiam ser ouvidos a distância. A frase “não me mate”, misturada aos gritos de dores, era repetida incansavelmente. Para adiantar o processo da morte, a vítima foi apedrejada na cabeça até que tivesse parte da massa cefálica exposta e os criminosos tivessem a certeza de que Josuel Ramos dos Santos, o Michael Jackson, estava de fato, morto.

Um silêncio passou a imperar naquele local ermo. Os gritos cessaram; pedidos de socorros deixaram de ser ecoados. Estendido ao chão estava mais uma vítima da violência desenfreada que insiste em campear nos dias atuais.

Da Redação/com Blog do Mago

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