Pedido acatado. Mas liberdade vigiada. A Justiça da Paraíba concedeu prisão domiciliar a servidora, investigada por atuar como a “tesoureira” de um esquema de desvio de drogas envolvendo policiais civis no Sertão do estado. Ela estava presa temporariamente no âmbito da Operação Perfidus, que também resultou na prisão do delegado Braz Morroni e de dois agentes da Polícia Civil.
A decisão foi proferida pela juíza Conceição de Lourdes Marsicano de Brito Cordeiro, da 2ª Vara Regional das Garantias.
Segundo as investigações, a acusada disponibilizava contas bancárias para receber, fracionar e distribuir recursos provenientes do tráfico internacional e interestadual de drogas, repassando parte dos valores aos policiais investigados.
Na decisão, a magistrada impôs uma série de medidas cautelares. A investigada deverá usar tornozeleira eletrônica, podendo sair de casa apenas para consultas médicas. Ela também está proibida de deixar a comarca por mais de oito dias sem autorização judicial, deverá manter endereço e telefone atualizados e não poderá manter contato com os demais investigados nem com testemunhas da Operação Perfidus.
Redação
