A Polícia Civil informou que a investigação que resultou na Operação Perfídus teve início em fevereiro de 2025, após a denúncia de um traficante que relatou o suposto furto de drogas por agentes da corporação. A informação foi divulgada pelo delegado Rafael Bianchi, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
Deflagrada nesta terça-feira (2), a operação cumpriu nove mandados de prisão. Entre os investigados presos estão o delegado Braz Morroni e os agentes da Polícia Civil Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba” ou “Bombado”, e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, chamado de “Mão Branca”.
Segundo as investigações, o grupo criminoso contaria com a participação de agentes públicos que utilizavam a estrutura estatal para favorecer atividades ilícitas. Entre os crimes apurados está o desvio de drogas para revenda.
De acordo com a Polícia Civil, Everton Rychelyson seria o principal operador da organização, atuando como elo entre policiais e traficantes. Já Eduardo Jorge é apontado como participante de subtrações de entorpecentes e teria realizado monitoramento de carregamentos, utilizado rastreadores e armazenado drogas em sua residência.
As investigações também indicam que o delegado Braz Morroni teria participado da divisão dos lucros obtidos com a venda de drogas desviadas, além de supostamente receber repasses financeiros e utilizar o cargo para proteger subordinados envolvidos no esquema.
Ainda conforme o delegado Rafael Bianchi, traficantes informavam aos policiais a localização de drogas pertencentes a grupos rivais. Após a apreensão dos entorpecentes, parte do material era repassada aos criminosos que forneceram as informações.
O delegado André Rabello informou que as apurações duraram cerca de 15 meses e apontaram ainda o desvio de drogas que deveriam ser incineradas.
Além das prisões, a operação cumpriu 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões dos investigados.
PB Agora
com informações do Jornal da Paraíba