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Governo e Pastoral Carcerária negociam e colocam fim na greve de fome de detentos

Negociação conduzida por representantes do Governo do Estado e da Pastoral Carcerária pôs fim à greve de fome de detentos do presídio PB1, em João Pessoa. O movimento começou a perder força durante a manhã da última segunda-feira (29), depois da visita do secretário de Administração Penitenciária, Harrison Targino, que junto a Pastoral Carcerária. No mesmo dia, às 19h, eles foram convencidos a não mais se privarem da alimentação.

O secretário de Saúde do Estado, Waldson Souza, também esteve na penitenciária e colocou à disposição uma equipe para atendimento médico. Um ambulatório foi montado em uma das salas do presídio para atender os detentos mais debilitados, que passaram a tomar soro e foram medicados.

Em visita feita ao presídio durante a greve, o presidente da seccional paraibana da OAB, Odon Bezerra, constatou que, além de não haver feridos, também que não havia descumprimento de lei. Segundo ele, a Penitenciária estaria tomando as medidas cabíveis para fazer cumprir as determinações já existentes.

“Entrei no presídio, conversei com a direção e com os detentos com suspeita de tortura, e visivelmente não havia nenhum sinal de tortura. Conversei ainda com os familiares e advogados que estavam fora do presídio e os tranquilizei sobre o estado dos detentos. O que havia no presídio era um clima tenso em relação aos benefícios cortados e previstos pelo Conselho Penitenciário”, testemunhou Odon Bezerra.

Lei será cumprida – Durante solenidade lançamento do programa de ressocialização da população carcerária da Paraíba, o “Cidadania é Liberdade”, na última segunda-feira, o governador Ricardo Coutinho disse que cumprirá a lei em relação ao tratamento dos detentos e condenou as tentativas de lideres de facções criminosas de coordenar ações nas penitenciárias do Estado.

“Com o programa, o Governo do Estado quer garantir sustentabilidade financeira, capacitação e qualificação profissional a esse público específico e, assim, aumentar a capacidade de ressocialização. Falta de oportunidade só se quebra com ressocialização, com atitude cidadã, senão esse ciclo nunca será quebrado”, frisou o governador.

 

Secom-PB

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