Escândalo de corrupção na Codevasf com dinheiro vivo atinge governo Bolsonaro

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Apesar do discurso bolsonarista de acabar com a corrupção, que já apresentou contradições, mais recentemente no escândalo de tráfico de influência no MEC, a PF apreendeu, nesta quarta-feira (20), mais de 1 milhão de reais em dinheiro vivo em outro escândalo que atinge o governo.

O caso envolve supostas fraudes em contratos da empreiteira Construservice com a estatal Codevasf. A estatal, cujo nome oficial é Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, era originalmente dedicada à promoção de projetos de irrigação em regiões semiáridas. No governo Bolsonaro, porém, ela foi aparelhada pelo Centrão e, agora, é responsável por entregar obras de pavimentação e máquinas por todo o país.

Por decisão de Bolsonaro, a Codevasf também atende o Amapá, reduto do senador Davi Alcolumbre (DEM); o Rio Grande do Norte, base do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho (sem partido), e a Paraíba, do deputado Wellington Roberto, líder do PL na Câmara.

A sede da Codevasf em Macapá foi inaugurada no dia 16 de abril, com a presença de Davi Alcolumbre. O diretor-presidente da Codevasf é o engenheiro baiano Marcelo Moreira, ex-funcionário da Odebrecht, indicado em 2019 pelo deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), com respaldo do então ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, hoje chefe da Casa Civil. À época, Ramos disse à Coluna do Estadão que Elmar fez a indicação porque era líder do DEM, partido que votava “com o governo”.

O Progressistas, por sua vez, tem dois nomes na diretoria executiva da Codevasf. O primeiro é Luís Napoleão Casado Arnaud Neto. Homem da confiança de Arthur Lira, Arnaud Neto é diretor da Área de Gestão dos Empreendimentos de Irrigação. Já o diretor da Área de Revitalização de Bacias Hidrográficas é Davidson Tolentino de Almeida, ligado ao presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI). O diretor de Desenvolvimento Integrado e Infraestrutura da Codevasf, Antônio Rosendo Neto Júnior, também tem um padrinho, o senador governista Roberto Rocha (sem partido-MA).

Da Redação com o Antagonista

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