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Enterrado em JP líder do Esquadrão da Morte condenado a 111 anos

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O líder do grupo de extermínio Esquadrão da Morte e ex-capitão da Polícia Militar da Paraíba Givanildo Fernandes da Silva, 54 anos, foi enterrado hoje no Cemitério Senhor da Boa Sentença em João Pessoa.

Ex-capitão da Polícia Militar, Givanildo Fernandes morreu na manhã ontem (26), no Presídio Especial de Mangabeira onde cumpria pena de 111 anos. Segundo informações de alguns parentes Givanildo estava muito doente nos últimos meses. "De cadeira de roda, ele era diabético e estava perdendo a visão. O coração estava inchado, e sua pele tinha feridas graves", informou um dos familiares.

Segundo a viúva, Marta, que reside em Itaú, Minas Gerais, Givanildo ultimamente não falava e nem comia sozinho e dependia de ajuda para outras necessidades básicas. Ela contou que o mesmo foi espancado por um detento que era pago pela família para cuidar dele.

Givanildo cumpria pena de 111 anos de detenção por causa de homicídios praticados pelo grupo extermínio conhecido como esquadrão da morte, que agiu na Região do Brejo Paraibano nas décadas de 70 e 80. Em 1989, o capitão fugiu do Corpo de Bombeiros, na Capital, sendo recapturado há 6 anos em uma cidade de Minas Gerais, onde usava documentos falsos.

Um dos assassinatos atribu[idos a Givanildo foi o de Mineirinho que ocorreu em 3 de novembro de 1986. Ele se encontrava nas imediações do mercado público de Guarabira quando foi atingido por três tiros de revólver. Um outro integrante do Esquadrão, Antônio Fidélis Anselmo, foi condenado como autor do crime e cumpre pena no presídio do Roger.

O Esquadrão da Morte era formado por cerca de 15 homens, que usavam capa, máscara, e botas pretas. Até hoje, apenas quatro foram julgados e condenados – o ex-capitão Givanildo e os soldados da PM Antônio Fidélis Anselmo, Gilberto Pacífico da Silva e Ronaldo Clementino da Silva. Cada um soma mais de 100 anos de prisão. A polícia estima que eles tenham praticado, pelo menos, 39 homicídios na Região do Brejo.

As vítimas, inicialmente, eram pessoas que haviam praticado pequenos delitos. Com o tempo, eles passaram a matar qualquer um que considerassem saber demais a respeito do grupo. Um dos crimes que causou mais revolta foi o assassinato do taxista José Augusto Serafim, em 1987. Ele foi morto somente porque passou em um local no momento em que o grupo executava mais uma vítima.

PB Agora
 

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