Delegado preso em Patos por desviar dinheiro de fianças cometia o crime há oito anos, revela investigação

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A Polícia Civil da Paraíba realizou nesta sexta-feira (4) a Operação Infidelis Procurator, que resultou na prisão de um delegado da própria instituição. O que torna esse caso particularmente notório é o fato de que o próprio delegado, agora detido, era o autor dos crimes pelos quais estava sendo investigado há oito anos, de acordo com o que foi revelado em coletiva de imprensa no final da manhã de hoje.

A investigação, conduzida pela Polícia Civil e assinada pelos delegados Cristiano Jacques (superintendente), Paulo Ênio (seccional) e Renato Leite (municipal), contou com o acompanhamento da Corregedoria durante as buscas e a lavratura do flagrante.

O delegado em questão estava sob investigação pelos crimes de peculato e prevaricação. As apurações revelaram que ele vinha recebendo pagamentos de fiança em dinheiro, mas não repassava esses valores à instituição financeira oficial. Em vez disso, ele se apropriava indevidamente desses recursos em benefício próprio, configurando o crime de peculato.

Além disso, a prevaricação também fazia parte de suas práticas ilícitas. O investigado costumava retardar a distribuição dos inquéritos policiais vinculados às autuações em flagrante para encobrir a apropriação do dinheiro recebido como fiança policial. A implantação do Processo Judicial Eletrônico (PJe), em meados de 2020, foi fundamental para revelar suas atividades ilegais.

As investigações sugerem que o delegado vinha cometendo esses atos condenáveis por cerca de oito anos. Suspeita-se que ele ocultava diversos inquéritos policiais em sua própria residência, procedimentos que deveriam estar nas delegacias onde atuou ao longo de todos esses anos.

Durante a operação, os policiais também encontraram uma pistola de uso restrito e sem registro, o que levou à autuação em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

A Polícia Civil ressalta que a operação, além de cumprir a lei, visa também preservar a conduta e a imagem dos bons profissionais da instituição. Infelizmente, esse caso serve como um lembrete de que é essencial manter a vigilância interna e garantir que todos, independentemente do cargo que ocupam, sejam responsabilizados por seus atos quando a lei é violada.

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