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Delegado analisa defesa de jovem suspeito da morte em hotel; exame de idade tem resultado inconclusivo

Foto: Reprodução

Em entrevista à imprensa paraibana no dia de ontem (28), o delegado Diego Garcia analisou, a versão apresentada pelo adolescente de 17 anos suspeito pelo ato infracional análogo ao homicídio do motorista por aplicativo Washington Rodrigo (foto em destaque), de 33 anos, encontrado morto em um hotel no bairro de Manaíra, em João Pessoa.

De acordo com o delegado, o suspeito alegou ter sido vítima de uma tentativa de extorsão e afirmou que pretendia apenas desacordar a vítima para deixar o local. O policial destacou ainda que, o adolescente relatou que Washington Rodrigo teria exigido dinheiro para não divulgar supostas imagens do encontro entre os dois.

“A alegação desse autor baseia-se estruturalmente numa suposta coação que a vítima teria feito contra a sua pessoa, no sentido de lhe extorquir um valor, pra não divulgar fotografia justamente do momento íntimo que eles estavam tendo naquele momento”, afirmou.

Ainda conforme o delegado, o suspeito disse ter convencido a vítima a colocar as algemas antes da agressão. “Ele conseguiu convencer essa vítima a se algemar e então decidiu por desacordá-la, segundo ele, para que ele desmaiasse e ele, assim, pudesse sair do hotel onde se encontrava hospedado”, declarou.

Indagado sobre a possibilidade de outras pessoas terem entrado no quarto do hotel durante o período da hospedagem, Diego Garcia informou que a Polícia Civil ainda analisa as imagens das câmeras de segurança. “A gente está analisando ainda o resto das imagens. São vídeos muito grandes. Ele passou um dia lá e, tão logo a gente tenha essa informação, repassa para vocês”, afirmou o delegado.

Idade biológica – O exame para determinar a idade biológica do adolescente investigado pelo ato infracional análogo ao homicídio do motorista por aplicativo Washington Rodrigo, de 33 anos, teve resultado inconclusivo. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (29) pelo diretor do Instituto de Medicina Legal (IML) da Paraíba, Flávio Fabres à imprensa radiofônica paraibana.

De acordo com o diretor do IML, o laudo não permitiu confirmar a idade do investigado porque a análise odontológica não reuniu elementos suficientes. “O resultado, infelizmente, foi inconclusivo nesse momento. Como ele tem um porte avantajado e os dentes ainda não apareceram completamente no exame, o peritodonto deixou o resultado como inconclusivo. Todavia, não tem nenhuma modificação no tratamento que a polícia está tendo com ele”, afirmou.

Redação

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