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Delegada da Mulher ouve vítimas que fizeram denúncia de assédio pelas redes sociais

Indignadas com as agressões que sofreram por conta de um mesmo homem, duas jovens usaram as redes sociais como um canal de denúncia, relatando um pouco as situações que vivenciaram. Além disso, ao perceber que outras garotas passaram por situações semelhantes, elas passaram a tentar mobilizá-las para que denunciem o agressor. A Delegada da Mulher, Helena Cristina Aguiar, já começou a ouvir as vítimas, que fizeram Boletim de Ocorrência.

Na Delegacia da Mulher, as testemunhas já estão sendo ouvidas e todas se mostraram muito receptivas a colaborar com a polícia. A intimação para que o acusado preste sua versão já foi expedida e a família será convocada a falar. De acordo com Helena Cristina Aguiar, esta é a segunda vez em que ela observa como as redes sociais servem de ferramenta para denunciar abusos e violências, gerando resultados positivos. Para ela, fazer isso encoraja outras mulheres e conscientiza aquelas que nem imaginam ser vítimas de crimes. “Quando uma se revela, então outras se revelam e dizem ‘eu também fui vítima’. Isso é muito bom para coibir essas condutas machistas, que são também criminosas”, afirma.

Ainda de acordo com a delegada, a ideia é que, a partir do momento em que mais denúncias sejam realizadas, montar um dossiê, que servirá de informação para um inquérito, visando comprovar o ocorrido com as vítimas. “Quando a gente fizer esse dossiê e comprovar que é uma atitude frequente e que é uma atitude que ele realmente praticou e essas informações corroborem com aquilo que a vítima diz, vai nos ajudar a fechar mais a autoria e materialidade do crime”, esclarece. Ela acrescenta que em se tratando de crimes sexuais, a palavra das vítimas tem um valor muito grande.

Helena pontua também que, o caso da primeira garota foi despachado para o Juizado Especial Criminal (JECRIM), porque, ao somar as tipificações atribuídas ao ato criminoso, a punição não ultrapassa dois anos. O segundo caso, porém, configura uma situação bem mais grave e a punição pode chegar a até seis anos de prisão, por ter sido considerado um crime sexual. A investigação continuará e, de acordo com o que for apurado, a tipificação do crime pode ser modificada e a punição agravada.

 


Redação

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