Rafaela Freitas Nunes, 11 anos, ia para a igreja toda semana. Frequentava a Assembleia de Deus. Também estudava. Cursava a 4ª série em uma escola pública. Ontem, teve a vida bruscamente interrompida pelas drogas. Morreu após cheirar loló (uma mistura de álcool etílico ou benzina, clorofórmio e éter) e maconha. Seu corpo foi encontrado pela irmã de 16 anos no meio da rua em que morava, na comunidade de Jardim Monte Verde, na divisa do Recife com Jaboatão dos Guararapes.
A polícia suspeita de que a menina tenha morrido de overdose. A garota tinha saído de casa na noite de sábado, acompanhada por Adjaílson Vicente da Silva, 22 anos, e mais dois adolescentes de 14 anos. O grupo teria utilizado drogas até às 3h de domingo, horário em que Adjaílson, segundo a polícia, levou todos para um casarão abandonado na própria comunidade. No local, planejava ter relações sexuais com a menina, mas Rafaela morreu antes.
O delegado Marcos Pereira, da Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA), foi o responsável pelo flagrante. “Ao tentar acordar a garota, ele ainda bateu com a cabeça dela no chão. A falta de assistência resultou nessa tragédia”, disse. Após a autuação, Adjaílson Vicente foi encaminhado para o Centro de Triagem, em Abreu e Lima. Ele foi autuado em flagrante por homicídio qualificado e aliciamento de menores.
Segundo os familiares da vítima, Rafaela era uma criança tranquila, estudava e frequentava a igreja. Não tinha amizade com Adjaílson e nem envolvimento com entorpecentes. Mas o histórico da família traz à tona a difícil realidade das drogas. Horas antes de encontrar o corpo de Rafaela, a irmã de 16 anos tinha saído do hospital. Foi levada após inalar grande quantidade de loló. Ao encontrar o corpo da irmã jogado na rua, foi aliciada por Adjaílson, que lhe ofereceu maconha. “Quando vi o corpo, tentei ver o pulso, pedir ajuda, achei que ela estivesse viva. Ele me trouxe maconha. Eu olhei e pensei, meu Deus, o que estou fazendo com a minha vida?”, desabafou.
Uma outra irmã da vítima, de 17 anos, confessou que também é usuária de loló, de maconha e de crack. A familiar que encontrou o corpo ainda tentou levar Rafaela para a Policlínica Arnaldo Marques, no Ibura, mas a garota já chegou na unidade de saúde sem vida.
Flagrante
O caso de Rafaela se une a tantos outros espalhados pelo Brasil. Um levantamento divulgado, na última semana, pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), revelou que um em cada quatro estudantes já utilizou drogas ilícitas. A pesquisa foi feita com estudantes entre 6 e 17 anos de escolas públicas. Em 2004, os números eram de aproximadamente 22,6% de alunos que já experimentaram. Este ano, as estatísticas subiram para 24,2%.
Correio Braziliense
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