A Paraíba o tempo todo  |

CPI do Tráfico: procurador diz que professora é menos remunerada que prostituta

O procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho, Eduardo Varandas criticou na manhã desta sexta-feira (05) em evento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas no Brasil, a omissão dos órgãos fiscalizadores e salientou que o  Poder Público é menos organizado que o crime organizado.

Segundo ele é fundamental uma valorização do ser humano e o tráfico de pessoas precisa ser combatido como política pública de prevenção. Além disso comparou a valorização salarial de um professor de educação básica sendo inferior a remuneração de uma prostituta.

 

"Existe uma ausência entre orgão de repressão e Poder Público é menos organizado que o crime organizado. Continuamos apagando incêncio e não existe uma rede de repressão na esfera governamental. Se compararmos uma professora de ensino básico é menos remunerada que uma prostituta. Nosso país é extremamente machista e preconceituoso. Estamos pedindo socorro ao poder executivo em todas as esferas", desabafou.

 

 

De acordo com informações dadas pelo procurador, o Brasil é o maior deslocador de travestis do mundo. "Na Itália temos muitos paraibanos que sofrem castigos, maus tratos, mas alguns conseguem de cerca de 600 euros por dia, assim a realidade é muito diferente da Paraíba que os travestis para manter o ponto fazem favores sexuais e sofrem maus tratos até nas delegacias", destacou.

 

Vanessa de Melo com informações e foto de Henrique Lima

PB Agora

    VEJA TAMBÉM

    Comunicar Erros!

    Preencha o formulário para comunicar à Redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta matéria do PBAgora.

      Utilizamos ferramentas e serviços de terceiros que utilizam cookies. Essas ferramentas nos ajudam a oferecer uma melhor experiência de navegação no site. Ao clicar no botão “PROSSEGUIR”, ou continuar a visualizar nosso site, você concorda com o uso de cookies em nosso site.
      Total
      0
      Compartilhe