Os corpos de pelo menos dois dos cinco detentos assassinados na chacina do Roger no domingo (19) ainda não foram retirados por seus familiares do necrotério do Departamento de Medicina Legal (DML), da Capital. São eles: Roberto Pereira da Silva, 20 anos, e André (ou Felipe) Ferreira dos Santos, 20 anos.
Roberto Pereira da Silva, vulgo “Beto” era morador de rua. Nasceu em João Pessoa e é filho de Manoel Gomes Pereira da Silva e Josefa Ferreira Gomes da Silva ou Francisca Ribeiro da Costa.
André Ferreira do Santos, que atendia pelo nome de Felipe até a sua morte, é filho de Manoel Ferreira e Maria da Conceição Ferreira dos Santos.
“Felipe” é natural de Pernambuco, mas vivia nas ruas de João Pessoa há alguns anos. Possui uma tatuagem de uma índia no braço esquerdo.
Segundo o diretor do Presídio do Roger, Irênio Pimentel, a dificuldade de contatar a família desses dois detentos se deve principalmente ao fato de eles estarem morando nas ruas quando foram detidos, sem contato com os familiares e sem qualquer documentação que comprovassem sua verdadeira identidade.
“Muitos dos detentos, como esses que foram barbaramente assassinados por seus companheiros de cela, passam meses, e até anos, sem receber qualquer visita ou manter contato com seus parentes. Isso dificulta o reconhecimento da identidade”, disse.
Ascom
