Juiz vai responsabilizar criminalmente perita do IPC que atrasou laudos e marca 1ª audiência para o próximo dia 19 de outubro
O juiz responsável pela Vara da Infância e Juventude de Campina Grande, Gutembergue Cardoso Pereira determinou ontem, a abertura de um procedimento criminal contra a perita do Instituto de Polícia Científica (IPC) responsável pelos laudos que servirão de base probatória no processo do assassinato do professor de Língua Portuguesa Valderi Carneiro Santos, de 44 anos, ocorrido na madrugada do último dia 09 de julho dentro do quarto de uma pousada no Centro da cidade.
O magistrado revelou com exclusividade à reportagem do Diário da Borborema, que vai responsabilizar a técnica e solicitar a sua condenação por prática do crime de prevaricação – quando o servidor público retarda ou deixa de praticar devidamente o ato do ofício. “Não temos dúvida que está acontecendo isso. Desde o ocorrido, a solicitação foi feita pela Polícia Civil e depois reforçada pelo judiciário e até agora, o Laudo de Prova em Local de Crime Violento não foi concluído. Determinei a abertura imediata do procedimento por que vamos responsabilizar o perito que já deveria ter concluído o trabalho” comentou.
A autoridade ainda confirmou que marcou para o próximo dia 19 de outubro, a realização da primeira audiência sobre o caso. Para este primeiro momento, já foram intimadas mais de 25 pessoas, que foram indicadas pelos advogados das partes e deverão prestar depoimentos. “Foram muitas pessoas intimadas porque são quatro indiciados e cada um deles tem o direito de apresentar até sete testemunhas. Vamos reforçar, inclusive o esquema de segurança na vara, para que todos sejam ouvidos em um único dia” completou.
Valderi Carneiro foi espancado e morto por estrangulamento. O corpo foi encontrado cerca de 12 horas depois e ao fazer a investigação, a Polícia Civil concluiu que o crime foi praticado por dois adolescentes que haviam bebido com o professor em um bar no Largo do Açude Novo e em seguida marcaram um programa sexual na pousada. O atrito entre a vítima e os acusados teria sido motivado pelo não cumprimento de um acordo. “Eles teriam combinado que cada um receberia R$ 100 para serem os parceiros ativos, no entanto, quando chegaram na pousada, o professor também queria assumir esse papel. Como estavam embriagados, começaram a discutir e o final, acabou com a morte de Valderi” afirmou a delegada Cassandra Maria Duarte, responsável pela investigação.
Além dos menores que foram pra pousada, mais duas pessoas também foram indiciadas por que, segundo as investigações, teriam participado de forma indireta da ação. Desde o dia 21 de agosto, os dois jovens apontados como autores estão recolhidos no Abrigo Provisório de Campina Grande. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), eles deveriam ficar recolhidos apenas por 45 dias, e este prazo foi finalizado no último dia 05.
O advogado dos acusados, Gilberto Aureliano entrou com o pedido de liberação que ainda está sendo avaliado pela promotora de justiça Luciara Lima Simeão. De acordo com o magistrado, em 48 horas, ele deverá decidir sobre a situação. “A liberação ainda está nas mãos do Ministério Público. Acredito que até o próximo domingo estarei decidindo” completou Gutembergue Cardoso.
PB Agora
com Blog de Márcio Rangel
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