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CASO HORT AGRESTE: Justiça condena trio por esquema de estelionato que fez centenas de vítimas

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Nessa quarta-feira (26), a 7ª Vara Criminal da Comarca de João Pessoa proferiu uma sentença condenando três réus por crimes de estelionato majorado e associação criminosa, envolvendo um esquema fraudulento que causou um prejuízo estimado em cerca de R$ 60 milhões a mais de 670 vítimas. O caso ganhou grande repercussão na região e os três condenados são acusados de liderar um golpe que prometia investimentos seguros em cultivos agrícolas hidropônicos.

Os réus utilizavam a empresa Hort Agreste Hidroponia LTDA para enganar investidores, oferecendo promessas de altos retornos financeiros com investimentos em hortaliças hidropônicas. As vítimas eram atraídas com promessas de lucros de até 30% após 24 meses de investimento, mas descobriram que se tratava de um golpe. Para dar credibilidade ao esquema, uma estrutura empresarial falsa foi criada, com funcionários contratados para convencer novos investidores a entrarem na fraude.

Durante o processo, o Ministério Público apresentou uma série de provas que corroboravam a acusação, incluindo contratos fraudulentos, comprovantes de pagamento e depoimentos de vítimas que relataram como foram manipuladas pelos acusados. O golpe afetou um grande número de pessoas, que ficaram sem o retorno prometido, e também causou danos financeiros a diversas entidades.

O juiz Geraldo Emílio Porto, responsável pela decisão, ressaltou a gravidade dos crimes cometidos e os impactos sofridos pelas vítimas. Além das penas de prisão, os réus também foram condenados ao pagamento de multas.

As prisões preventivas de dois réus foram mantidas, devido ao risco de reincidência. Já a acusada teve o direito de recorrer em liberdade. Além das penas criminais, um dos condenados também terá reparar os danos causados à Stone Instituição de Pagamentos S.A., no valor de R$ 1.441.788,90, como reflexo do impacto financeiro causado pelo esquema.

O esquema foi desmascarado em fevereiro de 2025, quando o líder do esquema foi preso na zona rural de Lagoa Seca, Campina Grande, após investigações sobre a fraude. Ele oferecia investimentos em sua fazenda de hortaliças hidropônicas, prometendo lucros acima do mercado financeiro, mas não cumpria com os pagamentos prometidos. As vítimas foram atraídas com promessas de retornos de 7% e 10% ao mês, além de participação nos lucros após os prazos, mas acabaram descobrindo que haviam sido enganadas.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou o trio por estelionato majorado e associação criminosa.

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