Babá acusada de torturar criança de 2 anos é presa; salário era de R$ 2,5 mil
Flgrada por câmeras instaladas pela família e denunciada por uma empregada, a babá Leila Vanelli Ferreira, 33 anos, foi presa ontem pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), acusada de torturar a pequena G. durante os dois anos de vida da menina.
Leila ganhava R$ 2,5 mil por mês para cuidar da bebê em apartamento de condomínio de luxo na Barra da Tijuca. Entre as maldades cometidas, a babá puxava o cabelo da criança, provocava assaduras nas partes íntimas e depois jogava perfume para arder, sacudia a cabeça de G., batia nas mãos e mordia os pés dela.
“O que parece é que ela usava a tortura para que a menina tivesse medo e não brincasse ou desse trabalho. Dessa forma, a babá ficava o dia todo vendo TV e não tinha trabalho. Os pais, inclusive, afirmaram que a filha era adestrada feito uma cachorrinha por Leila”, contou o titular da DCAV, Fábio Corsino.
Os pais de G. ficaram desconfiados de Leila e instalaram câmeras em três cômodos do apartamento. A babá, entretanto, procurou agredir a menina fora do alcance dos equipamentos, tentou destruir uma das câmeras na cozinha e seguiu com as agressões. No dia 16 do mês passado, uma empregada denunciou Leila aos patrões que,com ajuda de um técnico, conseguiram recuperar as imagens dos vídeos e procuraram a polícia, já com as provas.
Segundo o delegado, os pais — que fazem parte da alta sociedade carioca — estão traumatizados e, apesar de solicitarem que suas identidades sejam preservadas pela polícia, fizeram questão de divulgar as imagens como alerta para outras famílias.
Agressora diz que ‘apenas tentava educar’
A menina, que está recebendo amparo psicológico, contou que Leila batia nela “no côco”, referindo-se ao alto da cabeça. A babá, que é de São Gonçalo, município da Região Metropolitana do Rio, foi trabalhar na residência por indicação de antigos patrões. A polícia vai investigar se houve algum caso anterior de agressão.
Leila pode pegar de 2 a 8 anos de prisão, com o acréscimo de um sexto da pena por se tratar de vítima menor de idade. Na delegacia, ela alegou inocência e disse que apenas tentava educar a menina.
“Segundo nossos dados, 90% das agressões contra crianças são feitas por mães. Se cuidam assim dos filhos, o que farão com estranhos?”, lamentou o delegado Fábio Corsino.
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