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Paraíba Unida pela Paz é destaque nacional por reduzir mortes violentas, aponta anuário

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A Paraíba ocupa colocação destaque entre os estados com menor número de Mortes Violentas Intencionais (MVI) registradas entre os anos de 2023 e 2024, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (24) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), no Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O estado contabilizou 1.064 casos, mantendo sua posição de destaque nacional entre os estados que mais conseguiram reduzir a violência letal.

O anuário mostra que 21 estados brasileiros apresentaram queda nesse tipo de crime no período analisado. A Paraíba faz parte desse grupo, em contraste com seis estados que registraram aumento ou estagnação nos índices: São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais, Maranhão, Ceará (todos com aumento), e Rondônia, onde os números permaneceram os mesmos.

O estudo também revela uma tendência nacional de queda nas taxas de violência letal, com uma redução acumulada de 25% no país entre 2012 e 2024. Essa queda foi observada em todas as regiões, sendo de 11,4% no Nordeste. Entre os fatores citados como responsáveis por essa melhora estão políticas públicas de segurança baseadas em evidências, ações integradas de prevenção à violência e controle de armas.

Um dos destaques do anuário é a citação do programa Paraíba Unida pela Paz como exemplo positivo de política pública voltada à redução da criminalidade. O programa, lançado em 2011, é apontado como uma das iniciativas que combinam esforços de integração policial com estratégias de prevenção multissetoriais, ao lado de experiências como o Estado Presente (ES), Usinas da Paz (PA) e RS Seguro (RS).

“Entre as experiências que associam o esforço de integração do trabalho policial com programas de prevenção focalizados, merecem destaque programas como o Paraíba Unida pela Paz e o Estado Presente, no Espírito Santo, lançados em 2011, além de iniciativas mais recentes, como as Usinas da Paz, no Pará, e o RS Seguro, no Rio Grande do Sul” diz trecho da publicação.

Embora as políticas públicas sejam apontadas como fator central na redução dos homicídios, o anuário também chama atenção para o impacto das dinâmicas entre facções criminosas. Tréguas e disputas territoriais podem influenciar diretamente nos índices de violência letal em determinados estados.

Apesar da tendência de queda, o cenário ainda apresenta disparidades regionais. O Sudeste, por exemplo, alcançou em 2024 sua menor taxa histórica, com 13,3 mortes por 100 mil habitantes, enquanto o Nordeste registrou 33,8 mortes por 100 mil, número 155% superior à média da região Sudeste.

A Paraíba, no entanto, caminha na contramão das estatísticas regionais mais elevadas e se mantém entre os estados que mais avançaram no combate à violência letal nos últimos anos.

PB Agora

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