Acusados de tráficos de maconha tipo skunk na Paraíba são condenados a 12 anos de prisão

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Quatro homens acusados de envolvimento em tráfico de drogas (plantio de maconha skunk) e associação criminosa foram condenados pela Justiça estadual. As penas, de cada um, são superiores a 12 anos de reclusão e devem ser cumpridas em regime fechado. São dois processos sentenciados, os quais tramitam na Vara de Entorpecentes da Comarca de João Pessoa. Eles foram incursos nas penas do artigo 33, parágrafo 1º, inciso II, e artigo 25, caput, ambos da Lei 11.343/06. Foram descobertos após investigação da Polícia Civil da Paraíba, que culminou na “Operação Reis do Skunk”.

De acordo com a sentença, o conjunto probatório está harmônico, sendo comprovadas a autoria e a materialidade dos acusados, que semeavam, cultivavam e mantinham estufas para a produção de maconha diferenciada, do tipo skunk, com comprovada destinação ao tráfico, descobertos após diligências realizadas pela Polícia Civil, que culminaram com a revelação de duas estufas de cultivo in door de Cannabis sativa (maconha), para produção e venda de skunk, cujo processo jamais visto pela autoridade policial.

“Chegando ao local, havia uma grande estrutura para cultivo de maconha, situação, até então, nunca vista pelos investigadores da DRE. Era uma coisa bem profissional e a estufa tinha vários ambientes divididos. No primeiro ambiente era onde se iniciava o plantio, no segundo ambiente eram as plantas com um ou dois meses. Eles realmente separavam as plantas por período de germinação. O último ambiente era a secagem e havia lâmpadas para manter a temperatura do ambiente, termômetros, aparelhos para verificar a umidade, algo bem profissional”, declarou o policial Giovanni Grisi, segundo os autos.

Ainda, conforme a Ação Penal, depoimento do delegado Bruno Germano, detalha como era feito o processamento da droga: “Iniciada a operação, encontraram, nos cômodos a residência, várias plantações com a utilização de tecnologia bastante avançada. Eram sete ou seis quartos todos climatizados, com lâmpadas artificiais, estrutura de termostato para que a temperatura fosse mantida em 22 graus, o gotejamento do ar-condicionado era interligado para que as plantas fossem irrigadas”.

O policial civil enfatiza, também, que o “sistema era bem tecnológico e feito in door para evitar visualização externa por vizinhos e polícia. Cada quarto era uma fase da plana. Tinha o quarto inicial onde as sementes estavam brotando, quartos com plantas com idade média, em idade adulta e aquelas plantas já pronta para a colheita. Na sala, onde o ambiente não era climatizado, estavam as plantas em fase de secagem. No galpão, havia uma estrutura bem maior de cultivo da maconha, vários produtos, insumos, adubos, cadernos de anotações explicando como tudo deveria ser desenvolvido, horários para irrigação, para colocação do adubo. Uma verdadeira estrutura de agronegócio instalado em dois ambientes in door para que o cultivo da droga fosse desenvolvido e posterior comercialização na região metropolitana de João Pessoa”.

Por fim, segundo o texto da sentença, “extraindo-se dos autos o vínculo associativo permanente existente entre os réus voltada à narcotraficância da maconha do tipo skunk, restam demonstrados os elementos do tipo penal do art. 35 da Lei 11.343/06, pelo qual devem ser condenados”.

Entenda o caso – Em dezembro de 2020, Duas pessoas foram presas e vários quilos de droga foram apreendidos em uma operação que desarticulou um grupo responsável pela produção de skunk, um tipo de maconha mais potente, que era feita em laboratórios em João Pessoa e distribuída para outros estados do Nordeste. De acordo com a Polícia Civil, as prisões aconteceram em um condomínio de luxo no bairro do Altiplano, em João Pessoa. A operação foi coordenada pelo delegado Bruno Germano e foi resultado da segunda fase da investigação que culminou na desestruturação dos laboratórios, em novembro de 2019.

Da Redação com TJPB

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