A Paraíba o tempo todo  |

Acusados de matar criança em Sumé passam por primeira audiência na Paraíba

Está prevista para começar às 9h desta quarta-feira (18) a primeira audiência de instrução dos quatro acusados de participação do assassinado do menino Éverton Siqueira, de 5 anos, encontrado morto em outubro de 2015, na cidade de Sumé, no Cariri paraibano. A audiência foi marcada pela juíza Michelini Jatobá e vai acontecer no Fórum Desembargador Arquimedes Souto Maior Filho, na cidade onde o crime aconteceu.

 

Éverton foi achado morto em um matagal no dia 13 de outubro 2015 com incisões e partes do corpo mutiladas. Segundo o inquérito da Polícia Civil, ele foi assassinado durante um ritual na madrugada do dia 12 de outubro, Dia das Crianças, próximo a um boqueirão na zona rural.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou a mãe da vítima, o padrasto, um amigo da família e o outro homem que teria se apresentado como pai de santo.

Eles respondem o processo de homicídio por motivo torpe, crime cruel praticado mediante tortura, impossibilidade de defesa da vítima, ocultação e destruição de cadáver, humilhação a cadáver e associação criminosa. O promotor do caso é Rodrigo Sá Pires.
Após serem presos pela Polícia Civil, a mãe, padastro e o amigo da família do menino foram transferidos para presídios da capital João Pessoa. Já o suposto pai de santo está em um presídio de Catolé do Rocha, no Sertão paraibano. Ele também estava em João Pessoa, mas foi transferido.

 

Mais crimes
O padrasto da criança que está preso é suspeito de outros crimes, segundo a polícia. Ele teria cometido um latrocínio no ano de 2007 na cidade de Rio Tinto e depois fugiu da cadeia pública do município. Anos depois morou em Areia, no Brejo paraibano, e também é suspeito de agredir uma ex-companheira.

Depoimento da mãe
A mãe da criança prestou depoimento à polícia na sexta-feira (16) e teria assumido que presenciou a morte do menino. Segundo a polícia, a mãe teria confessado a participação no assassinato durante depoimento dado depois que soube da confissão de um outro suspeito do crime. Ela ainda teria admitido que a irmã da criança, que tem sete anos de idade, também seria morta.
Ainda segundo a polícia, a mãe contou que os suspeitos riram durante a ação. Ela teria falado também que o menino ‘ciscava’ enquanto era esfaqueado. “Um homem o agarrou pelas costas e o padastro o golpeou de faca", disse em depoimento.

 

Sangue da criança
Segundo o delegado Paulo Ênio, “durante o depoimento, a mãe afirmou que suspeitava que o sangue do menino iria ser oferecido e não bebido".
"Este homem que confessou tudo, o padrasto, a mãe e o vizinho que está preso pegaram a criança e levaram ela até um riacho, onde fizeram todo o ritual de sacrifício. O menino foi banhado e, usando uma faca de seis polegadas, o padrasto abriu o tórax da criança. O que leva a crer que foi um ritual de magia negra é que o pênis da vítima foi decepado", explicou o delegado Paulo Ênio.
Morto era inocente
O delegado ainda esclareceu que um homem com problemas mentais, que era apontado como um dos suspeitos, não tinha envolvimento com o caso e era inocente. Ele foi preso e morto dentro do presídio pelo padrasto do menino.



Redação com G1

    VEJA TAMBÉM

    Comunicar Erros!

    Preencha o formulário para comunicar à Redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta matéria do PBAgora.

      Utilizamos ferramentas e serviços de terceiros que utilizam cookies. Essas ferramentas nos ajudam a oferecer uma melhor experiência de navegação no site. Ao clicar no botão “PROSSEGUIR”, ou continuar a visualizar nosso site, você concorda com o uso de cookies em nosso site.
      Total
      0
      Compartilhe