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Acidente em Pilões teve ônibus fora da frota oficial e motorista que dirigia veículo pela 1ª vez

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A Prefeitura Municipal de Pilões, localizada no Brejo paraibano, informou nesta quarta-feira (2) que o ônibus envolvido no trágico acidente ocorrido na última terça-feira (1º), que resultou na morte de dois estudantes, não fazia parte da frota oficial do município. De acordo com a gestão, o veículo envolvido foi utilizado sem aviso prévio para substituir o ônibus escolar que realiza a rota diária, e que é alugado pela prefeitura.

Em nota, a assessoria jurídica da prefeitura detalhou que o ônibus que se envolveu no acidente não possuía a placa registrada no empenho do veículo habitual. O assessor jurídico da gestão, Adilson Alves, explicou que a substituição foi feita pelo proprietário do ônibus alugado, que também era o motorista do veículo no momento do incidente.

“Este motorista não é o mesmo que normalmente realiza a viagem. Ele estava conduzindo o veículo pela primeira vez, tanto o ônibus quanto ele”, afirmou a assessoria jurídica, reforçando que a substituição foi feita sem autorização da gestão municipal.

O acidente ocorreu durante o trajeto diário entre Pilões e Cuitegi, na rodovia PB-077, e envolveu mais de 30 passageiros, entre eles estudantes da rede municipal de ensino. A tragédia resultou na morte de dois estudantes e deixou 29 pessoas feridas, que necessitaram de atendimento médico imediato.

Em relação à documentação do acidente, a prefeitura informou que está colaborando com as investigações. “Hoje estamos levando a documentação para a autoridade policial e também ao Ministério Público”, afirmou Adilson Alves. Além disso, a gestão afirmou que está prestando toda a assistência necessária às famílias das vítimas.

O veículo envolvido no acidente, segundo informações do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), não passou pela última vistoria exigida para veículos de transporte escolar. De acordo com Dilo Alves, coordenador do Registro Nacional de Carteira de Habilitação (Renach) na Paraíba, o veículo deveria ter sido aprovado na vistoria, realizada em novembro de 2024, para poder operar no transporte escolar. A falta de vistoria pode acarretar multas e a retenção do veículo.

As investigações da Polícia Civil continuam e visam apurar as responsabilidades do acidente, enquanto a prefeitura de Pilões segue colaborando com as autoridades.

Redação

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