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40% dos adolescentes provam bebidas alcoólicas entre 12 e 13 anos em casa

Segundo Marileide Martins, diretora do Caps AD Estadual, o álcool é a droga mais consumida no mundo. “Isso porque é uma droga social. Na nossa cultura, a criança tem contato nas festinhas de fim de ano em família, churrasco, e todos se reúnem para beber e achamos que isso é muito normal”, explica.

 

Porém, ela esclarece que existe um risco desde esse momento, já que muitas pessoas têm propensões genéticas a se tornar dependentes. Dessa forma, aquela criança cujos pais deixam beber um gole, uma lata ou mais, acaba se embebedando e curtindo o efeito do álcool. Essa criança, depois, toma uma latinha e percebe que o efeito não é o mesmo, então busca outra e, aos poucos, ela vai consumindo grandes quantidades. “Então as pessoas começam a falar: ‘eu bebo, bebo, bebo e não fico bêbado’. Imediatamente surge a procura para outras drogas”, esclarece. Ela acrescenta que outras drogas não são necessariamente maconha, crack ou cocaína – embora haja a possibilidade -, mas até as bebidas destiladas. Marileide também diz que a dependência química pode, muitas vezes, estar relacionada com algum distúrbio psicológico.

 

Ela esclarece que alguns estudos já confirmam que 70% dos dependentes de álcool tem também problemas psicológicos, como depressão, ansiedade, bipolaridade, esquizofrenia. “Quando eu tomo álcool, eu fico ótimo, fico desinibido, fico feliz; mas quando passa o efeito, o álcool é uma droga depressora, então para eu não sentir isso, eu tomo o álcool de novo”, esclarece sobre o funcionamento do álcool no psicológico até o momento em que surge a dependência.

 

 

Redação

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