Uma luz amarela se acendeu sobre uma das três principais campanhas ao Governo da Paraíba. Da série histórica de três pesquisas divulgadas após o registro das candidaturas, Lucélio Cartaxo (PV) não se mexeu. Os números revelados pelos três institutos são desanimadores.

As intenções de voto encontram divergências com variações consideráveis na pontuação de José Maranhão (MDB) e João Azevedo (PSB), sinalizando a provável polarização. 

E todas confirmam uma convergência: a estagnação de Lucélio. 

Consult Espontânea de 8 a 12 de agosto: João Azevedo 12,2%; Zé Maranhão 6,9%; Lucélio Cartaxo 5,6% – Tárcio Teixeira 0,1%.

Consult Estimulada de 8 a 12 de agosto: Zé Maranhão 22,5%; João Azevêdo 21,3%; Lucélio Cartaxo 16,2%; Tárcio Teixeira 1,7%; Rama Dantas 0,1%.

Ibope Estimulada de 21 a 23 de agosto: Zé Maranhão 31%; Lucélio Cartaxo 18%; João Azevedo 17%; Tárcio Teixeira 3%; Rama Dantas 0%.

Ibope Espontânea de 21 a 23 de agosto: João Azevedo 11%; Zé Maranhão 9%; Lucélio Cartaxo 6%; Tárcio Teixeira 0%; Rama Dantas 0%.

Datavox Estimulada  de 21 a 23 de agosto: João Azevêdo 26,5%; Zé Maranhão 20,7%; Lucélio Cartaxo 15,3%; Tárcio Teixeira 0,7%; Rama Dantas 0,1%.

Datavox Espontânea de 21 a 23 de agosto: João Azevedo 17,8%; Zé Maranhão 10,2%; Lucélio Cartaxo 7,3%; Tárcio Teixeira 0,1%; Rama Dantas 0%. 

O “bunker cartaxista” tinha intenções de voto no prefeito Luciano Cartaxo (PV) acima dos 40 pontos percentuais, não obstante a substituição ter sido pelo irmão gêmeo, com a mesma cara e a mesma voz, ainda não conseguiu absorver metade do capital eleitoral que teria Luciano.

Diante das aferições dos três institutos já podemos considerar que a substituição familiar foi um erro de avaliação “seríssimo”. 

A campanha de Lucélio passou a sofrer uma “crise de legitimidade”, pois o candidato é visto como alguém que “caiu de pára-quedas” na disputa ao governo. 

Fora o suporte das poderosas máquinas administrativas de João Pessoa e Campina Grande, é difícil encontrar até aqui outros elementos que nos façam acreditar numa arrancada que deixe Lucélio em condições de se eleger governador da Paraíba. 

A propósito, em conversas informais nas ruas de João Pessoa, principal base eleitoral da família Cartaxo, já se faz sentir que o contraponto ao projeto de Ricardo Coutinho está sendo naturalmente protagonizado pelo seu antecessor no Palácio da Redenção, José Targino Maranhão.

Essa percepção tem valido para toda qualidade de formadores de opinião: prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, líderes comunitários, empresários, jornalistas, publicitários, etc.

Penso que cabe agora a Lucélio Cartaxo e seus estrategistas somente acreditar numa luz no fim do túnel que é a transferência integral do virtual campeão de votos para o Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB). 

Por tudo que tenho acompanhado nos bastidores, tenho sérias dúvidas sobre a eficácia de qualquer estratégia de marketing nesse sentido. 

 

Ytalo Kubitschek

 

 

Saiba mais sobre Certificação Digital no Portal Juristas. Adquira seu certificado digital E-CPF ou E-CNPJ com a Juristas Certificação Digital. Entre em contato através do WhatsApp (83) 9 93826000

Total
0
Compartilhamentos
Deixe seu Comentário
Notícias relacionadas

Assista à leitura inédita do discurso que Dom José Maria se recusou a submeter à censura prévia há 52 anos

Há mais de cinquenta anos, o então arcebispo metropolitano da Paraíba, Dom José Maria Pires, já falecido, recusou-se a ir receber o Título de Cidadão Paraibano, outorgado pela Assembleia Legislativa…

Ruy descarta pressa nas articulações para definir candidatura à PMJP

Apesar de o ano ser pré-eleitoral, as articulações e definições para a escolha do candidato à sucessão municipal, em João Pessoa, Capital da Paraíba, só devem acontecer mesmo em 2020.…