VIGÍLIA DE PENTECOSTES
“..nós também, que temos as primícias do Espírito, estamos interiormente gemendo, aguardando a adoção filial e a libertação para o nosso corpo. Pois já fomos salvos, mas na esperança (spe salvi).” Rom 8,23-24.
Enquanto o homem vive na terra, embora redimido por Cristo, ainda não alcançou a redenção completa, definitiva, foi salvo em esperança como disse o apóstolo.
Por outro lado o seu corpo ainda não foi glorificado como o de Cristo e isso constituí-se com as limitações inerentes à matéria e os defeitos da natureza ferida pelo pecado, a causa das grandes lutas e tribulações.
O sofrimento o acompanha durante toda a sua existência, é o processo de sua regeneração, o qual, iniciado com o batismo, vai-se completando, sob a moção do Espírito Santo, cujas primícias o homem já recebeu.
Portanto, mesmo sofrendo, o cristão não pode ser pessimista, o sofrimento não é em vão, as tribulações não são inúteis. Quando aceitas por amor a Deus são meios de crescimento, de regeneração,.
Pelo caminho da cruz, o Espírito Santo pode tornar o fiel semelhante a Cristo e levá-lo à santidade. Sofrimento é escola de santidade. Ressalvando aqui uma firme refutação ao masoquismo ou a qualquer comportamento doentio que busque o sofrimento pelo sofrimento, isso não faria sentido, nem bem algum. Mas diante dos sofrimentos inevitáveis da vida, podemos experimentar que “Deus em tudo concorre para o bem daqueles que o amam, …” Rom 8,28., de tudo podemos tirar um fim proveito.
Só seremos profundamente espirituais e imitadores de Jesus, na medida em que vivermos em nós o mistério da sua cruz. “Quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” Mc 8,34. Renúncia e cruz não fazem parte de nossa mentalidade pós-moderna, soa a concepção passadista, medieval, ultrapassada. Tudo isto seria verdade se não fosse Jesus a nos propor, com suas palavras eternas, esse caminho de seguimento.
Nas “espiritualidades” atuais, supostamente “pentecostais” ou por outro lado “libertadoras” renúncia e cruz não são prioridades. Sucesso, auto-ajuda, prosperidade, engajamentos diversos dão o tom dessas correntes de pensamento dissociadas da cruz.
“È que muitos, de quem tenho falado várias vezes e agora falo a chorar, procedem como inimigos da cruz de Cristo; o fim deles é a perdição, têm por deus o ventre e ufanam-se da sua vergonha, esses que se interessam pelas coisas terrenas.” Fp 3,18-19.
Certamente o primeiro interessado em nosso sucesso e prosperidade é o próprio Deus, oramos por isto até na bênção do Santíssimo Sacramento, não renunciamos as bênção de Deus, antes, pelo contrário, delas necessitamos. Mas, bem mais do que as bênçãos, queremos seguir o abençoador. As bênção são presentes, dádivas, pelas quais muito queremos agradecer a Deus, mas não nos salvam. Queremos o mais de Deus, o próprio Deus. “Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo…” Sl 41,3.
O Espírito Santo dado em Pentecostes certamente nos quer abençoar com seus dons, carismas e frutos e tudo isto para nos capacitar a servir e seguir aquele que é capaz de nos conduzir pela fé, esperança e caridade à salvação que passa pela cruz, completando em nós o que está em primícias.
“Também o Espírito vem em socorro de nossa fraqueza. Pois nós não sabemos o que pedir, nem como pedir: é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis…. Rom 8, 26.
Envia teu Espírito Senhor, e renova a face da terra!
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