Basta as primeiras nuvens carregadas de chuva surgirem no céu para os moradores das ruas Rua Celina Soares de Azevedo e Enfermeira Ana Maria Barbosa de Almeida, no Jardim Cidade Universitária, ficarem apreensivos. É que sempre que chove a dor de cabeça é a mesma: a água da chuva empoça na frente de algumas das casas da rua que não possui calçamento e os moradores ficam literalmente ilhados.

Moradora desde 2012 de uma casa na rua, Maria do Rosário viu o problema se agravar após um prédio construído na vizinhança realizar a pavimentação de parte da via. A proposta era que os outros vizinhos, por conta própria pudessem arcar com o restante do calçamento, mas a iniciativa, que é um dever do poder público, não pôde ser concluída pois nem todos os moradores tiveram condições de arcar com o investimento.

Com isso, a cada dia os transtornos se tornam maiores. Rosário conta que em época de chuva além de não conseguirem sair de casa a não ser de carro, o acúmulo de mosquitos também preocupa, além disso a entrega de encomendas e correspondência também fica prejudicada, já que o carteiro não consegue chegar na frente da sua casa.

“A situação se agravou após um prédio que foi construído na rua mandar fazer o calçamento de mais ou menos uns 35 metros sem galerias para o escoamento das águas pluviais e o restante da rua ficou com declive, resultando com a água da chuva invadindo as entradas das casas onde não tem calçamento tornando um verdadeiro caos em dias de chuva pois não temos como sair de casa. Também não temos como receber nada em casa por conta desse alagamento até as nossas correspondências são deixadas do outro lado da rua porque o carteiro não tem como chegar as nossas residências. Estamos totalmente ilhados” desabafou.

A moradora ainda informou que foram feitas inúmeras tentativas de contato com a Prefeitura Municipal de João Pessoa, porém sem resposta.

“Já foram feitos vários contatos com a prefeitura, inclusive através de emails e não tivemos nenhum resultado” relatou.

Com as medidas restritivas impostas neste período de quarentena coincidindo com a época de chuvas na Capital, a família de Maria do Rosário acabou por ser ainda mais prejudicada, já que nenhum serviço de delivery, nem ao menos os de alimentos, consegue fazer entregas na sua casa.

A solicitação tanto de Rosário quanto dos demais moradores é que a Prefeitura possa resolver a situação, que prejudica não apenas a mobilidade, mas também, como ela fez questão de frisar, é uma questão de saúde pública.

Confira:

PB Agora

 

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