Vereadores de oposição no município de São Bento, no Sertão Paraibano, cobram do Ministério Público mais celeridade e transparência nas investigações do crime de pedofilia, onde o prefeito da cidade, Jaci Severino da Silva (PMDB), é acusado de manter relações sexuais com uma menina de apenas 11 anos.

Na tarde de hoje (07), durante o Encontro da Juventude Democrata da Paraíba, em Campina Grande, o vereador Arthur Araújo (DEM) declarou que vai cobrar do Ministério Público da cidade mais celeridade e transparência na apuração dos fatos e, com isso, a punição de todos os envolvidos no crime.

“Até o momento venho acompanhando o que foi veiculado na imprensa, mas espero que a promotora Geovana Patrícia apure esta denúncia com agilidade e clareza”, declarou o vereador.

A promotora Geovana Patrícia disse que a apuração chegará a verdade: “Essa denuncia foi oficializada e a promotoria já começou todas as investigações”.

“O Ministério Público não vai se furtar e vai apurar, pois não importa se o acusado é o prefeito. Vamos até o fim, pois a denuncia é muito grave e faremos tudo que for necessário para esclarecermos este fato”, declarou a promotora.

A denúncia encaminhada ao Disque 100 Nacional consiste no depoimento de uma testemunha que descreve minuciosamente toda a história. Consta no depoimento que os pais da menor, Francisco da Costa Fernandes e Ângela Maria da Costa encontraram envelopes de anticoncepcional dentro da mochila escolar da menor, que estuda na Escola Estadual Fausto Meira. Pressionada, a menor relatou aos pais que fora seduzida e estava mantendo relações sexuais com uma autoridade da cidade.

Segunda o relato, S. F. C. sofreu por várias vezes abuso sexual por parte do prefeito da cidade São Bento, Jaci Severino de Souza, mas conhecido em toda região como “Galego de Souza”.

A “testemunha x” acusa o prefeito “Galego de Sousa” de praticar ameaças, hora tentando cooptar a família prometendo emprego e a quantia de 20 mil reais em troca do silêncio total do caso.

Para a promotora de São Bento, a impunidade em caso iguais a este sempre se dão pela omissão de um denunciante: “O problema destes casos é que culturalmente as pessoas tomam conhecimento, mas não tem a coragem de denunciar. Um dos pecados da impunidade é a omissão. Muitos casos como estes deixam de chegar até o Ministério Público por falta de denuncia, mas neste caso não, temos a denuncia de forma oficial e vamos apurar” finalizou Geovana.
 

Ela não fixou prazo para fim da apuração nem quis adiantar se já possui elementos que sinalizem para o crime. “Mas garanto que estamos envidando todos os esforços para concluirmos o caso o mais rápido possível”, disse Geovana, que já ouviu o prefeito, a menor citada na denúncia e ainda os pais da menina.

O caso foi tornado público após veiculação de matéria no PB Agora no dia 30 de janeiro, quando o portal entrou no ar. A denúncia foi feita ao Ministério Público por uma testemunha anônima, que revelou suposta relação do prefeito com uma menina de onze anos.
 

PB Agora

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