Há cerca de uma semana, a Venezuela foi tomada de surpresa por uma ação que abalou profundamente o cenário político do país e repercutiu em toda a América Latina. Em meio a esse episódio, o líder do regime visto por muitos como carrasco, tirano e ditador foi retirado do poder e conduzido sob forte escolta militar para uma prisão em Nova York.
Poucos dias se passaram e fatos antes impensáveis começaram a surgir no horizonte venezuelano: presos políticos sendo libertados, autoridades ligadas ao antigo regime iniciando diálogos e demonstrando disposição para cooperar com os Estados Unidos, e sinais de reorganização institucional.
O petróleo abundante, mas que por anos foi uma verdadeira maldição para o próprio povo venezuelano deixou de servir quase exclusivamente a interesses externos, como China, Cuba, Rússia e outros países do chamado eixo ideológico, a preços irrisórios. Agora, começa a ser negociado de forma mais equilibrada, com a perspectiva de beneficiar tanto os Estados Unidos quanto, finalmente, a própria população da Venezuela.
Os Estados Unidos, nesse contexto, têm atuado de maneira sensata, firme e eficaz. Um povo que por anos viveu sem luz, imerso em trevas de medo e terror, começa a enxergar dias melhores no horizonte.
Parabéns à América por acudir um povo tão sofrido.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que até recentemente adotava um discurso altivo, declarou que, após uma conversa telefônica, restabeleceu relações com Donald Trump e que, segundo ele, “tudo agora está bem”.
A verdade é que há muita gente perdendo o sono na América Latina. E a pergunta que ecoa nos bastidores é inquietante: o que poderá sair da boca de Nicolás Maduro e de sua esposa em uma eventual delação premiada?
Quem viver, verá.
Elcio Nunes
Cidadão Brasileiro








