Cinco varas e os gabinetes dos desembargadores do Tribunal de Justiça da
Paraíba terão seus processos virtualizados até junho. As unidades judiciais
foram as escolhidas como varas-piloto para implementação de software
desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que permitirá o
trâmite dos processos de forma virtual e mudará toda a rotina de trabalho
nas duas instâncias. A medida é uma das prioridades estabelecidas pela
gestão do presidente do TJ, desembargador Abraham Lincoln da Cunha Ramos.
Atualmente, a Diretoria de Tecnologia da Informação do TJPB está em fase de
estudo e domínio do software adotado, mantendo diálogo com os magistrados
envolvidos no processo. Também foram adquiridos novos equipamentos de
informática.
Para o diretor de TI do Tribunal, José Augusto Neto, no dia em que for
instalada, a virtualização tornará o fluxo dos processos mais ágil e
transparente, além de diminuir, consideravelmente, o trabalho físico e
mecânico que envolve uma tramitação em cartório.
As varas-piloto, com seus respectivos juízes titulares, são: a 3ª Vara Mista
de Itabaiana (Meales Medeiros de Mello); 3ª Vara Criminal da Capital
((Wolfram da Cunha ramos); 3º Juizado Substituto da Capital (Gustavo
Procópio Bandeira de Melo); 3ª Vara Mista de Cabedelo (Antônio Silveira
Neto) e 3ª vara Mista de Bayeux ( Euler paulo de Moura Jansen).
Elas serão avaliadas, durante todo o segundo semestre do ano, observando-se
impactos na infraestrutura de informática, capacitação dos servidores e a
interação entre magistrados, advogados, promotores e partes nas ações, para
que, posteriormente, a virtualização seja expandida para todas as comarcas.
“Temos em mente que, até o final de 2012, todas as varas da Justiça estadual
estejam virtualizadas”, disse Augusto Neto.
De acordo com o juiz titular, Euler Jansen, na 3ª Vara Mista de Bayeux, os
servidores estão ansiosos, por entenderem que a rotina de trabalho será
otimizada a partir da virtualização. “Trata-se de um novo conceito e uma
nova metodologia, que vem modificar muitas práticas no cartório, até mesmo a
própria cultura cartorária. Alguns atos se tornarão automáticos, haverá
economia de tempo e, sem dúvida, as partes terão um acesso facilitado e um
rendimento muito maior, por conta da celeridade e da efetividade que serão
consequencia”, declarou.
Assessoria
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