Documentos apreendidos pela Polícia Federal listam possíveis repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos de 18 partidos políticos. É o mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela descoberta e revelada ontem (22.mar.2016) pela força-tarefa da Operação Lava Jato.
Na lista, dois paraibanos são citados, ambos do PSDB, são eles: Romero Rodrigues, prefeito de Campina Grande e Cícero Lucena, ex-senador da Paraíba. Na planilha aparece o nome do ex-senador seguido das iniciais ‘JPE’, o que sugere o nome da cidade de João Pessoa, e de Romero, seguido das iniciais ‘CGN’, que remete à cidade de Campina Grande.
Nas redes sociais o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), citado na lista dos políticos que receberam “doações” da Odebrecht, construtora investigada pela Operação Lava Jato, também negou que tivesse recebido recursos da empreiteira para custear a campanha eleitoral e descartou qualquer tipo de envolvimento com a Construtora
O tucano, conforme a planilha divulgada hoje pela Polícia Federal, teria sido beneficiado com R$ 300 mil nas eleições de 2014, todavia, nesse período, ele não disputou nenhum cargo eletivo, fato que também foi alegado pelo senador Cícero Lucena.
Ele, que é primo do senador Cássio, líder do PSDB no Senado Federal, disse ainda que, se for preciso, coloca à disposição todo os seus sigilos: bancário, fiscal e telefônico, para provar que não recebeu nenhum recurso da empreiteira e que está isento das suspeitas.
As planilhas estavam com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no mundo empresarial como “BJ”. Foram apreendidas na 23ª fase da operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”, realizada no dia 22.fev.2016.
Como eram de uma operação de 1 mês atrás e só foram divulgados públicos ontem (22.mar) pelo juiz federal Sérgio Moro, os documentos acabaram não sendo mencionados no noticiário sobre a Lava Jato.
As planilhas são riquíssimas em detalhes –embora os nomes dos políticos e os valores relacionados não devam ser automaticamente ser considerados como prova de que houve dinheiro de caixa 2 da empreiteira para os citados. São indícios que serão esclarecidos no curso das investigações da Lava Jato.
Os documentos relacionam nomes da oposição e do governo: são mencionados, por exemplo, Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE) e Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros.
Clique aqui e confira a matéria com a lista na íntegra
As informações foram divulgadas no site UOL
Redação
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