Foto: Reprodução/Google Maps
O trecho da estrada está entre os mais perigosos do país. Trafegar por ele, é uma aventura. O risco de acidentes é iminente, e o motorista deve dirigir com atenção redobrada. A PB-066, que liga os municípios de Ingá, no Agreste da Paraíba, e Itambé, em Pernambuco, está entre os piores trechos rodoviários do país.
A estrada ocupa a terceira colocação no ranking nacional divulgado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), com base na Pesquisa CNT de Rodovias. Os motoristas que trafegam pelo PB-066 podem perceber facilmente os riscos. Muitos trechos são esburacados e em vários pontos o motorista tem que reduzir a velocidade devido as condições precárias da infraestrutura rodoviária.
Na Paraíba, somente em 2025, foram registrados 1.978 acidentes em rodovias federais, que resultaram em 141 mortes, o equivalente a sete óbitos a cada 100 acidentes.
O levantamento também aponta problemas estruturais na malha viária do estado. Segundo a CNT, 72,2% da extensão das rodovias paraibanas apresentam algum tipo de deficiência. Desse total, 53,8% têm problemas no pavimento, 72,7% enfrentam falhas de sinalização e 77,2% apresentam deficiência na geometria da via, como curvas inadequadas e falta de acostamento.
As três rodovias estaduais, incluindo a PB-066, foram consideradas péssimas pelo levantamento e ficaram na mesma colocação entre os piores trechos da região Nordeste.
Piores trechos do Nordeste são, a MA-006 Cururupu – Pinheiro, MA-106 Governador Nunes Freire – Alcântara, a PB-066 Ingá – Itambé; a PE-545 Exu – Ouricuri; a PE-177 Quipapá – Garanhuns; aMA-034 Tutóia – Brejo; a PE-060 Cabo de Santo Agostinho – Barreiros; aPB-400 Cajazeiras – Conceição.
O levantamento também identificou os trechos rodoviários mais perigosos do país em extensões de 10 quilômetros, com base no número de acidentes. A Paraíba aparece entre os três estados com os pontos mais críticos do Nordeste.
O segundo lugar do ranking é ocupado por um trecho da BR-230, entre os quilômetros 20 e 30, localizado na Grande João Pessoa.
Já a terceira posição ficou com um trecho da BR-101, entre os quilômetros 80 e 90, na região da Alça Sudoeste, área que liga os municípios de João Pessoa, Bayeux e Santa Rita.
Para os especialistas, a combinação de chuvas intensas, manutenção insuficiente e tráfego pesado provoca danos severos ao pavimento.
As estradas federais que cortam a Paraíba, também são perigosas. Prova disso é que o número de acidentes em rodovias federais no Estado aumentou 3% no ano passado em comparação aos dados de 2024, conforme aponta um levantamento divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
De acordo com a PRF, no ano passado foram registradas 1.978 ocorrências, enquanto no ano anterior foram 1.920 acidentes. Em relação ao número de mortes no mesmo período também foi registrado um aumento, de 5,9%, saindo de 132 mortes para 148 em 2025.
Excesso de velocidade e ultrapassagens indevidas, estão entre as principais causas dos acidentes.
Severino Lopes
PB Agora
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