A cidade de João Pessoa não se preparou para absorver o volume de veículos que estão em circulação hoje. Os pontos de congestionamento se multiplicam e os motoristas ficam sem alternativas, a não ser enfrentar um trânsito caótico, que põe fim à paciência de qualquer pessoa. Especialistas estimam que, se a situação continuar a mesmavista atualmente, em cerca de 15 anos, os pessoenses vão enfrentar a mesma via-crúcis vivenciada em metrópoles como São Paulo, por exemplo.
“Será pior ainda: acordar às 4h para conseguir um trânsito mais tranquilo, passar várias horas para chegar ao trabalho. As autoridades vão ter que recorrer a medidas mais drásticas até mesmo como rodízio de veículos”, prevê Omar Ramalho, diretor de trânsito da Superintendência de Transportes e Trânsito (STTrans). Nos últimos anos, tem-se observado a implantação de ações pontuais, com a criação de vias alternativas para desafogar os principais corredores da cidade e restrição de faixas exclusivas para ônibus.
No entanto, para o professor do Centro de Tecnologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Nilton Pereira de Andrade, engenheiro e especialista no assunto, os recursos servem apenas como paliativos e não trazem soluções efetivas para o grave problema do trânsito em João Pessoa.
“Temos que parar de pensar nos pontos. Verifica-se, ao longo das décadas, que essa fórmula é muito equivocada. Formou-se a percepção que toda a vez que essa política é utilizada sempre aparecem outros problemas. Quando se intervém pontualmente, não se resolve nada”, opina, acrescentando que não precisa ser “expert” para identificar quais os trechos mais críticos da capital em termos de tráfego de veículos.
Para ele, a fragilidade do sistema viário de João Pessoa ganhou maiores proporções com a instalação de grandes polos gerados de tráfego a exemplo de supermercados, shoppings e indústrias. Com isso, explica Andrade, o sucesso do resultado de intervenções como ampliação de vias e criação de novos corredores fica comprometido.
O professor destaca que a falta de um planejamento adequado deixou uma lacuna, em todos esses anos, que somente vai ser preenchida com novos e bem elaborados estudos, estruturados nas necessidades das pessoas, conforme o perfil de cada morador. Esse é o ponto de partida do Plano de Transporte, Mobilidade e Acessibilidade Urbana, que não tem previsão para ser executado. “Sempre se planejou pensando nas estimativas de crescimento da frota de veículos. Mas ela cresce muito mais do que se costuma prever, pois fatores econômicos interferem no poder de consumo das pessoas”, esclarece.
Utilizar os corredores de transportes que convergem para o Centro, além das ruas de toda a região central da cidade, principalmente nos horários de pico, tornou-se um desafio para os pessoenses. O prognóstico é que a cada ano andar nas ruas da cidade deve ficar mais complicado.
JOrnal da Paraíba
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