Há 18 anos atuando na Paraíba, a churrascaria Tererê, uma das mais badaladas de João Pessoa, deflagrou uma verdadeira campanha em favor da qualidade da carne bovina comercializada no Estado. De acordo o empresário Júlio César dos Santos, dono do Tererê, algumas churrascarias que se instalaram recentemente na Capital estão negociando rodízios com preços mais baratos simplesmente porque estão vendendo “gato por lebre”. Entre elas, a recente casa Sal e Brasa, uma rede nacional que se instalou há pouco em João Pessoa.

Segundo Júlio César, estas novas casas estão vendendo alcatra como se fosse picanha. E a maneira mais fácil de descobrir é pelo tamanho da picanha oferecida no espeto do Sal e Brasa. “Não existe picanha daquele tamanho”, declara o dono Tererê, que oferece um cardápio variado, com massas, comida japonesa e até doces.

Num vídeo publicitário veiculada nas TVs locais, Júlio César explica de onde vem a picanha. Ele mostra que a picanha é um pedaço menor da alcatra, carne bovina que é constituída ainda pela maminha e pelo filé de alcatra. A alcatra completa tem um tamanho cinco vezes maior do que o pedaço da picanha, que se cortada inteira não pode ultrapassar os trinta centímetros de comprimento. Ele cobra que os órgãos de defesa do consumidor estejam atentos.

“É preciso ter respeito ao consumidor. Ele é a coisa mais importante que a gente tem. Então, alguns clientes vêm pedindo para que eu baixe o preço, mas não sabem que pode estar comprando gato por lebre”, disse. Além da picanha, o empresário estranha o fato das novas churrascarias estarem vendendo faisão (ave nobre) adquirido no país. Segundo ele, não há fornecedor de faisão no Brasil. Júlio César declarou que mantém o rodízio por R$ 32,90 porque não cobra a taxa de serviço (10% do garçom) e assegura produto de qualidade. “Eu só vendo o que posso realmente oferecer”, declarou.

Gerente do Sal e Brasa assegura autenticidade do produto da carne

O gerente-geral da Churrascaria Sal e Brasa, Giovane Fontes, declarou ao Portal PB Agora, em entrevista ao jornalista Luís Tôrres, que assegura a autenticidade de todo produto comercializado na casa. Ele desafiou a qualquer órgão do consumidor ou concorrência a provar que o Sal e Brasa vende outra carne como se fosse picanha.

E disse que tudo não passa de preocupação da concorrência. “Nós somos uma rede consolidada no país e temos condições de operar com preços baixos, como nossos concorrentes ao conseguem, fazem isso”, declarou Fontes, que oferece um rodízio por R$ 29,90 por pessoa. Quanto ao faisão, ele declarou que a ave vendida no Sal e Brasa é comprada na Perdigão, no Sul do país.

“Estamos atrapalhando nossos concorrentes, mas em João Pessoa há mercado para todo mundo”, declarou.
 

PB Agora

Leia também: Empresas negam venda de faisão; produto do Sal e Brasa sob suspeita

 

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