Taxa de sindicalização na PB cai para 9,5% em 2023, o menor número da série histórica, mas se mantém acima da média nacional

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A taxa de sindicalização na Paraíba atingiu um novo recorde negativo em 2023, segundo dados do IBGE. Com 9,5% das pessoas ocupadas acima de 14 anos filiadas a sindicatos, o indicador representa a menor marca desde o início da série histórica, em 2012. Apesar da queda, o estado ainda se encontra acima da média nacional (8,4%) e iguala a média do Nordeste (9,5%).

A taxa de sindicalização na Paraíba vem caindo sucessivamente desde 2017. Em comparação com 2022, houve um recuo de 11,4%, e se comparado ao início da série histórica, em 2012, a queda é ainda mais expressiva, chegando a 47,1%. No total, 147 mil pessoas estavam sindicalizadas no estado em 2023, um número bem abaixo das 278 mil registradas em 2012.

Pela primeira vez desde 2012, a taxa de sindicalização entre homens e mulheres na Paraíba se igualou, ficando em 9,5% para ambos os grupos. Essa mudança vai na contramão do cenário nacional e regional, onde as mulheres geralmente apresentam taxas de sindicalização mais baixas que os homens.

Apesar da queda na taxa de sindicalização, o número de paraibanos associados a cooperativas de trabalho ou produção se manteve estável em 2023, em 4,9%. Esse índice, que é o segundo maior da série histórica para o estado, supera as médias nacional e regional, que ficaram em 4,5%.

Em contrapartida à queda na sindicalização, a formalização de empresas na Paraíba atingiu o ponto mais alto da série histórica em 2023, com 23,3% das pessoas ocupadas como empregador ou conta própria formalizadas no CNPJ. Esse crescimento, de 10,6 pontos percentuais desde 2012, coloca o estado como o 15º com maior taxa de formalização do país, acima da média nordestina (18,6%), mas ainda abaixo da média nacional (33%).

As mulheres paraibanas se destacaram no quesito empreendedorismo em 2023, com 24,4% delas atuando como empregadoras ou conta próprias em empresas formalizadas, contra 22,8% dos homens. Essa tendência também se observa no Brasil, onde a taxa de formalização feminina é superior à masculina.

O mercado de trabalho paraibano apresenta realidades contrastantes em 2023. Enquanto a taxa de sindicalização cai e a associação a cooperativas se mantém estável, a formalização de empresas cresce, impulsionada principalmente pelo empreendedorismo feminino.

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