Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (SMS) está investigando a primeira suspeita de Influenza A (Gripe Suína) da cidade. O paciente está internado, sob observação, no Hospital Universitário Lauro Wanderley, referência para a doença na Paraíba.
De acordo com a Secretária Municipal de Saúde, Roseana Meira, a Diretoria de Vigilância à Saúde tem todas as condições de realizar o acompanhamento correto do paciente. “A população não deve entrar em pânico. Estamos cientes dos sintomas e prontos para agir, se for necessário”, comentou a secretária.
A diretora de Vigilância à Saúde, Julia Vaz, explicou que o homem de 31 anos, que está tendo sua identidade preservada, foi internado no HU na quinta-feira. “Ele procurou o HU que nos informou a ocorrência do caso. Este homem esteve em contato com um brasileiro que mora nos Estados Unidos e que esteve no México e no Canadá antes de chegar ao Brasil, no dia 18 de abril. O homem internado esteve em contato com o brasileiro radicado nos EUA no dia 18 e no dia 25, quando o transportou do aeroporto de Recife para a cidade de Campina Grande e depois quando o transportou novamente para Recife”, contou.
Julia disse ainda que o homem internado começou a apresentar febre, tosse, calafrio, conjuntivite e dor nas articulações e musculares no dia 28. “Temos informações de que o brasileiro que mora nos EUA não apresenta nenhuma sintomatologia compatível à Influenza A. No entanto, continuamos em monitoramento. O paciente está em um leito isolado no HU”, explicou.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) começou a adotar, a partir desta quinta-feira (30), a denominação oficial influenza A (H1N1), em substituição às denominações gripe/influenza suína.
Saiba o que é caso suspeito de Influenza A
– Para o Ministério da Saúde, um caso suspeito é caracterizado por:
• Apresentar febre alta de maneira repentina (acima de 38ºC) e tosse, podendo estar acompanhadas de algum dos seguintes sintomas: dificuldade respiratória e dor de cabeça, musculares e nas articulações E:
a)Ter apresentado sintomas até 10 dias após sair de áreas afetadas pela doença;
OU
b)Ter tido contato próximo, nos últimos dez dias, com uma pessoa classificada como caso suspeito de influenza A (H1N1).
– São consideradas áreas afetadas os países com casos confirmados e divulgados pelos governos ou pela OMS. Até a divulgação deste boletim, a OMS reconhecia a existência de casos suspeitos em 11 países: México, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Reino Unido, Nova Zelândia, Israel, Alemanha, Áustria, Suíça e Holanda.
– Para o Ministério da Saúde, contato próximo é a pessoa que cuida, convive ou teve contato direto com secreções respiratórias ou fluidos corporais de um caso suspeito.
– A recomendação para as pessoas que sentem algum dos sintomas e que passaram por áreas afetadas pela influenza A (H1N1) é procurar um serviço público de saúde imediatamente. Existem, no país, 52 hospitais de referência (ao menos um por estado) para atendimento de eventuais casos que precisem ser monitorados.
– O Ministério da Saúde NÃO RECOMENDA que a população tome medicamentos por conta própria. A automedicação pode mascarar ou atenuar sintomas, além de provocar resistência ao medicamento específico para influenza.
– A vacina utilizada na campanha de vacinação do idoso não protege contra a Influenza A.
Redação com Secom/JP
