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STJ julga recurso de paraibano acusado de ajudar em morte de família na Espanha

Chacina de Pioz, um suspeito e um longo julgamento. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) começa a julgar, a partir desta quarta-feira (21), um recurso da defesa de Marvin Henriques Correia, acusado de ter ajudado e incentivado Patrick Nogueira Gouveia, responsável pelo assassinato dos tios e dos dois primos, em agosto de 2016, na cidade de Pioz, na Espanha. A defesa quer levar o caso para o Supremo Tribunal Federal. Marvin Henriques chegou a ser absolvido anos atrás, mas o processo foi reaberto.

o julgamento acontece em sessão virtual, feito pela Corte especial do STJ, e vai analisar um embargo de declaração apresentado pela defesa de Marvin Henriques, após, em março deste ano, o tribunal ter rejeitado inicialmente o pedido para o processo ir ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A investigação sobre a participação de Marvin Henriques Correia na chacina de Pioz começou a partir das conversas que ele manteve com Patrick Nogueira Gouveia durante o crime. Em 17 de agosto de 2016, Patrick matou os tios, Marcos Campos Nogueira e Janaína Américo, e os dois filhos do casal, uma menina de 3 anos e um menino de 1 ano.

Patrick confessou os assassinatos à polícia espanhola. Segundo a Polícia Civil da Paraíba, depois de matar Janaína e as duas crianças, ele fez fotos dos corpos e enviou as imagens para o amigo Marvin.

Segundo a Polícia Civil, Marvin não apenas acompanhou os relatos, mas também teria dado orientações a Patrick sobre como evitar vestígios e deixar o local do crime. Em uma das mensagens, ele perguntou se havia algo na casa que pudesse ligar o amigo aos assassinatos e orientou sobre a saída do imóvel.

Marvin foi preso em João Pessoa em 28 de outubro de 2016, durante a primeira fase das investigações. Ele foi levado para a Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes, o PB1. Na época, por questão de segurança, Marvin ficou em uma cela separada dos demais presos. A medida tinha como objetivo preservar a integridade física dele diante da repercussão do caso.

Redação

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