A convenção do PL, realizada neste sábado, 25 de julho, em São Paulo, foi uma festa opaca, principalmente pela ausência de representantes e de grandes líderes dos partidos do Centrão. Eles permanecem na arquibancada, aguardando o desenrolar dos acontecimentos para decidir se embarcarão ou não na candidatura de Flávio Bolsonaro ainda no primeiro turno.
Ao meu ver, a tendência, por enquanto, parece ser negativa. Flávio continua atrás de Lula nas pesquisas divulgadas pelos principais institutos e ainda enfrenta contratempos relacionados a casos amplamente explorados pelos principais meios de comunicação do país.
Também não houve discursos marcantes ou empolgantes. Tampouco foi um evento capaz de despertar maior entusiasmo ou emoção entre os eleitores de direita. O presidente da Argentina, Javier Milei, marcou presença na convenção, porém sua participação não causou grande repercussão e, ao que tudo indica, dificilmente trará dividendos políticos relevantes para a campanha.
Ainda há muita água para correr debaixo dessa ponte, e tanto os líderes quanto os eleitores que hoje demonstram cautela dirão, nos próximos dias, qual caminho pretendem seguir.
Jair Bolsonaro apareceu por meio de uma projeção produzida com inteligência artificial; Michelle Bolsonaro participou apenas por um vídeo; Nikolas Ferreira praticamente não teve protagonismo; e o pastor Silas Malafaia sequer foi visto.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, esteve presente, cumprindo seu papel institucional. Ainda assim, ficou a impressão de que ele não demonstra um envolvimento entusiasmado com a campanha de Flávio Bolsonaro.
Deus nos salve!
Elcio Nunes
Cidadão Brasileiro
