Diante dos dados do Monitor da Violência, divulgados, o secretário de Segurança da Paraíba, Cláudio Lima, afirmou que a situação é preocupante, mas que a Paraíba é um dos estados que está no caminho certo. De acordo com o levantamento, a Paraíba registrou 32 mortes violentas entre 21 e 27 de agosto.

“Estamos ilhados porque os estados vizinhos, proporcionalmente, têm mais que o dobro dos homicídios que nós temos, principalmente os limítrofes. Enquanto a Paraíba teve pouco mais de 30 homicídios neste período, teve estado que teve 105. Teve estado com população menor que a nossa que teve 70. Isso demonstra um quadro preocupante, mas a Paraíba se destaca – não porque esteja um mar de rosas – mas porque vem fazendo um trabalho que vem dando certo e vem também demonstrando preocupação com os crimes contra a vida”, declarou o secretário.

Os números integram um levantamento nacional que é o ponto de partida de uma parceria com o Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP e com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O projeto tem um nome: Monitor da Violência. Com uma série de iniciativas que envolvem reportagem e análise de dados, o projeto vai fazer o acompanhamento desses e de outros casos de violência no país.

De acordo com Cláudio Lima, o levantamento aponta na mesma direção dos dados da Secretaria de Segurança. “Quem mais morre são os jovens de até 29 anos, o pardo, o negro. Os instrumentos utilizados, na sua maioria, ainda são a arma de fogo, o revólver .38. Mas é uma constatação, não existe um estudo científico sobre isso”, esclareceu o auxiliar do governo estadual.

O Governo da Paraíba combate as mortes violentas por meio de um modelo de gestão “diferenciado”, conforme explicou Cláudio Lima. “Eu acho que o grande diferencial é ter realizado mudanças e, principalmente, ter investido não só em materiais, mas em pessoas, num modelo de gestão que premia, estabelece metas e possa, também, buscar resultados”, informou.

Dados do Monitor da Violência
Paraíba registrou 32 mortes violentas entre 21 e 27 de agosto. São 31 casos de homicídios e um caso em que a polícia não concluiu à época do registro do crime se havia sido latrocínio. Somente em um dos casos registrados, um comerciante reagiu a um assalto e matou três assaltantes.

Além desse caso, na semana monitorada, o homicídio do padre Pedro Gomes Bezerra, de 49 anos, na cidade de Borborema teve destaque. O corpo do religioso foi encontrado enrolado num lençol, com muito sangue espalhado pela casa paroquial, onde a vítima vivia.

Conforme os dados registrados pelo na semana analisada, o perfil comum das vítimas de morte violenta na Paraíba é do sexo masculino, pardo, com idade entre 30 e 59 anos. Ainda de acordo com os dados, a maior parte das mortes foram registradas no turno da tarde (entre 12h e 17h59) e na região do Agreste da Paraíba, com 14 mortes. A Região Metropolitana de João Pessoa, por sua vez, se destacou com 11 mortes registradas no período.

Foram 29 vítimas do sexo masculino e três vítimas do sexo feminino. Todas as vítimas foram identificadas pelo Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC) como de etnia parda. A faixa etária com maior número de vítimas foi entre 30 e 59 anos, com 14 mortes. As vítimas consideradas jovens, com idade entre 18 e 29 anos, aparecem em seguida com 13 mortes. Um adolescente e quatro idosos ainda constam entre as vítimas na Paraíba da semana analisada.

Redação com G1

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